O Recife já tem jardins filtrantes e parque alagável, o que esperamos que sejam os primeiros de muitos outros que possam vir, para enfrentar chuvas fortes e os efeitos das mudanças climáticas. Agora, está para ganhar os três primeiros reservatórios subterrâneos construídos na cidade para acumular e controlar o escoamento de água da chuva. Eles vêm sendo construídos nas Ruas Itamaracá e Itacaré, no bairro da Imbiribeira, um dos que mais sofrem alagamentos na época invernosa, devido à influência do Rio Tejipió, considerado o mais vulnerável da cidade. As obras são do Programa Promorar, e têm investimento previsto de R$ 5 milhões.
“Estamos construindo três reservatórios em ruas paralelas e transversais à Mascarenhas de Moraes (Av Imbiribeira) para ajudar na drenagem da avenida. A água da chuva ficará armazenada sob o pavimento e, nos momentos de grande acúmulo, contribuirá para o escoamento”, explica o prefeito João Campos, durante vistoria na obra nesta quarta-feira (26). “Vamos executar mais de dez intervenções desse tipo, beneficiando a Imbiribeira e melhorando a drenagem não só do bairro, mas também da avenida principal”, acrescentou.

Vamos, pois, aguardar. Porque no Recife, basta uma chuvinha para alagar tudo, principalmente aquela região. Se a maré estiver alta, então, o desastre é total. Mas segundo a Prefeitura do Recife, “esses “piscinões” acompanham o pico da maré, enchendo automaticamente quando ela sobe e esvaziando em seguida”. Na rua Itacaré, estão sendo construídos dois reservatórios de 60 metros de comprimento, 1,5 metro de largura e 70 centímetros de profundidade, localizados entre as ruas Cachoeira e Itajaí. As obras de drenagem da via estão em fase final.
Já na rua Itamaracá, as escavações foram iniciadas para a instalação de um reservatório de 60 metros de comprimento, três metros de largura e 50 centímetros de profundidade, entre as ruas Pampulha e Itacaré. “Essa obra faz parte de um conjunto de ações para melhorar a macrodrenagem do Recife. Estamos implantando reservatórios para armazenar água nos momentos de pico de chuva. Aqui, por exemplo, teremos capacidade para cerca de 240 metros cúbicos. Nosso objetivo é preparar a cidade para eventos climáticos intensos, reduzindo pontos de alagamento e inundações”, explica João Charamba, chefe do Gabinete do ProMorar.
Os locais foram escolhidos com base na topografia favorável, evitando o uso de bombas, e na proximidade com o canal da Mauriceia. O planejamento das técnicas e obras estruturadoras contou com a colaboração de especialistas holandeses e brasileiros durante uma maratona de estudos sobre a bacia do rio Tejipió. Após o alargamento e aprofundamento de um quilômetro do rio Tejipió, teve início a construção de um parque alagável no bairro do Barro, na altura do Campo do Sena. A obra também integra o projeto de macrodrenagem da bacia do Tejipió. O ProMorar prevê um investimento total de R$ 500 milhões nas bacias do Tejipió, Moxotó e Jiquiá.Esperamos que as intervenções resolvam os problemas de alagamentos daquela região, onde cada chuva impõem um novo sofrimento à população.

Nos links abaixo, você lê mais informações sobre obras que pretendem conter as águas das chuvas e dos rios.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Edson Holanda PCR / e PCR Acervo #OxeRecife
Não sou engenheiro nem tão pouco especialista em drenagem de água. Mas como todo brasileiro gosta de dar pitaco e questionar, pergunto; Na Imbiribeira e IPSEP, não seria mais viável e mais barato, construir canais em direção a lagoa do Araçá. Local onde outrora recebia toda essa água naturalmente? A lagoa está assoreada; lixo, areia, restos construções… com isso ela perdeu grande parte de sua capacidade de absorver as águas das chuvas. Drenar é preciso.