Organização internacional de origem holandesa, com posição de liderança na indústria de nutrição animal e com 90 unidades fabris distribuídas em 20 países – incluindo o Brasil – a multinacional Royal De Heus comemora resultados do Projeto Respira, que consistiu no plantio de 1.170 mudas de árvores nos estados de São Paulo, Goiás e Paraná. Pelos cálculos da corporação, depois de crescidas, essas mudas vão absorver 23,4 toneladas de CO₂ ao ano, contribuindo para minorar os efeitos das mudanças climáticas que têm deixado em alerta o nosso Planeta.
É claro que uma empresa do tamanho da De Heus – que está entre as dez mais importantes do mundo no segmento – poderia plantar muito mais. Afinal, qual a quantidade de emissões de suas indústrias? Será que essas 1.170 árvores são suficientes compensar as emissões de carbono, o gás que mais contribui para o efeito estufa? Em todo caso, qualquer esforço de recuperação de ecossistemas já merece aplausos, diante da necessidade cada vez maior de mitigação dos efeitos do aquecimento global. O #OxeRecife faz questão de registrar iniciativas de plantio, seja de uma pessoa, de uma pequena empresa, de uma grande corporação. Isso da mesma forma que denuncia arboricídios e ação da motosserra insana.
O Projeto Respira faz parte do movimento WOW!, da multinacional holandesa. A cada ano, o projeto deflagra ações coletivas que possam contribuir para a melhorar o meio ambiente. O cultivo das mudas do Respira ocorreu nas seis unidades fabris da companhia localizadas naqueles três estados, ao mesmo tempo que ocorria conscientização ambiental dos colaboradores engajados no projeto e de comunidades através de visitas escolares. Cerca de 330 estudantes visitaram unidades da empresa para conhecer o projeto e a importância da recuperação de florestas.
A iniciativa da De Heus é inspirada em ação da Black Jaguar Foundation. A BJF é uma organização não governamental que atua na restauração da biodiversidade no Brasil, com proposta ambiciosa: promover o plantio de 1 bilhão de árvores no Corredor Ecológico do Araguaia, contemplando dois biomas: Cerrado e Amazônia. A ação da BJF ocorre em áreas rurais protegidas, em propriedades privadas. Até 2025, a Black Jaguar pretende já ter plantado 10 milhões de árvores. Para tanto, ela conta com parceria de várias empresas, inclusive a De Heus.
De acordo com Rosane De Carli, Gerente de Qualidade e líder do Projeto Respira, o objetivo da ação foi sensibilizar e educar as pessoas sobre a importância do cuidado ao meio ambiente, respeito à natureza e à comunidade em que vivem. “ Ações corporativas de reflorestamento não apenas mitigam impactos ambientais, como também promovem a conscientização e o engajamento dos colaboradores e as comunidades envolvidas. Este projeto reforça que a gestão ambiental eficaz exige ações contínuas e planejadas, alinhando inovação e responsabilidade”, afirma Guilherme Cerqueira, gerente de Sustentabilidade da De Heus.

Parte do Respira consistiu na construção de réplicas dos viveiros implantados em Santana do Araguaia, no Pará, que abrigam o coração do projeto de reflorestamento da Black Jaguar Foundation. As réplicas foram instaladas nas unidades fabris da De Heus, criando espaços para o cultivo de mudas e promovendo a conscientização sobre a responsabilidade ambiental. Todo o cuidado necessário foi dispensado às mudas, até que atingissem condição de cultivo. Também foram distribuídas mudas para motivar a comunidade para o plantio de árvores.
A Royal De Heus tem 113 anos, está presente em mais de 20 países, possui mais de 90 unidades fabris, distribuição de produtos em 75 países e emprega atualmente mais de 10 mil colaboradores. Atualmente está entre as seis principais empresas de nutrição animal no mundo. Presente no Brasil há 12 anos, possui seis unidades fabris: Rio Claro/SP (2), Apucarana/PR, Toledo/PR, Guararapes/SP e Itaberaí/GO; uma Unidade administrativa em Campinas/SP. Em Pernambuco, tem um centro de distribuição, na cidade de Bezerros, a 107 quilômetros do Recife. O município fica no Agreste, região de Caatinga, bioma brasileiro que é único do mundo. Portanto, a De Heus e a BJF bem que poderiam marcar presença no estado, que tanto precisa de verde no Recife e no interior. A situação da Mata Atlântica e da própria Caatinga,com áreas já desertificadas, não nos deixa mentir.
Nos links abaixo, você confere outras iniciativas verdes públicas e da iniciativa privada em várias partes do Brasil.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Divulgação / Royal De Heus

Como é bom saber de ações como essa,da Royal De Heus!
Que sirva de exemplo para que outras empresas se engagem nesse projeto de recuperação das áreas verdes,plantando árvores. É importante é necessário, é vital para o nosso bem estar, para nossa saúde e para preservação da natureza.
E,mais importante, que sejam ações contínuas, planejadas e com responsabilidade.
Toda iniciativa que venha somar ações de preservação da natureza é válida. É pouco é verdade, mas acrescenta a outras iniciativas. Agora, a Royal De Heus! e outras, deveriam ter um olhar mais direcionado para o bioma caatinga tão devastado. Só o Polo gesseiro, fez um estrago irrecuperável.