Caatinga ganha 312 mil árvores nativas

Nessa semana, em que se comemorou o Dia Mundial da Terra, nada como como mostrar iniciativas para cuidar do Planeta, preservando seus recursos naturais: rios, mares, lagos, fauna e flora. No Brasil, temos um bioma único no mundo e também um dos mais vulneráveis, principalmente durante as secas, quando ele fica sob forte pressão antrópica.  É a caatinga, curiosamente, um dos sistemas que possuem inacreditável poder de regeneração. Basta uma chuvinha para que sua paisagem inóspita fique verde e em flor. Linda! Até dizia o saudoso Patativa do Assaré que para ser poeta no Sertão, “não precisa ser professor, basta ver um verso em cada galho, um poema em cada flor”.

Algumas instituições, Ongs e até grandes corporações vêm se mobilizando para preservar a região de caatinga, que se estende por  730.850 quilômetros quadrados. O objetivo é preservar os ecossistemas do Sertão e de matas ciliares de rios como o São Francisco. Sua vegetação inclui árvores agrestes como a macambira, o mandacaru, o xique-xique, o facheiro. Mas também árvores como o marizeiro, ingazeiro, pau-ferro, angico, umburana, ipês, caraibeiras, algumas das quais são muito solicitadas em projetos de paisagismo,  repovoamento e reflorestamento de áreas degradadas

Uma dessas iniciativas é o Projeto Viveiro de Mudas Nativas, que este ano completa treze anos, com a marca de 312 mil mudas doadas a 45 municípios sertanejos  da Bahia, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. O projeto  socioambiental é executado pela Agrovale, empresa produtora de açúcar, etanol e bioletricidade que fica no município de Juazeiro, a 505 quilômetros de Salvador ,e que fica vizinha à pernambucana Petrolina. Para produção das mudas, a empresa destinou uma área de dois hectares, onde são cultivadas e produzidas 70 espécies nativas da caatinga. No viveiro, trabalham nove profissionais.

O projeto não se estende aos campos, mas também às escolas e em comunidades urbanas, para  ações de conscientização e respeito ao meio ambiente principalmente naquelas duas cidades. Entre estas ações, destaca-se A paz começa mim, que  incluiu distribuição de mudas por estudantes e plantio de mudas.  Em uma dessas ações,  foram plantadas mil mudas, através de parceria da Agrovale com secretarias municipais de educação dos dois municípios sertanejos. Vice-Presidente da Agrovale, Denisson Flores, informou que a empresa pretende ampliar as ações do projeto, melhorando a capacidade da produção de mudas de potencial ornamental de médio e grande porte.

Falar em caatinga, amanhã (27/04) tem live sobre o bioma, no canal do Youtube da Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco). Será às 16h. A live é uma boa oportunidade para se saber o que está rolando no Sertão do Nordeste. Entre os participantes do encontro estão: Cláudia de Andrade Lima (professora da Ufpe e coordenadora  do Polo Juá Pernambuco); Fernando José Freire (professor da  Ufrpe); Raimundo Guaraci (gestor da Unidade de Conservação Pedra do Cachorro, Pernambuco); e Francisco Bezerra (Presidente do Instituto Nordeste 21, Coordenador Geral do Observatório da Caatinga).

A mediação do debate será de Alexandrina Sobreira (Fundaj). Ela é pesquisadora da Fundaj, já foi Secretária de Meio Ambiente de Pernambuco e  é Presidente do Conselho Nacional de Biosfera da Caatinga.  Entre 1999 e 2006, ela foi Secretária  Executiva do Meio Ambiente de Pernambuco.

Abaixo, você confere  iniciativas ambientais no Sertão e ações de grandes corporações para preservação da natureza em outras regiões.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Carlos Laerte / Clas / Agrovale / Divulgação

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