No dia que a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2159 – que altera para pior as regras de licenciamento ambiental no Brasil – não custa nada lembrar alguma iniciativa de recomposição florestal que esteja ocorrendo no país. O #OxeRecife sempre costuma dar destaque a ações que favoreçam a natureza e impliquem em restauração de biomas degradados. O post da vez é sobre a Arteris, que está perto de completar 3 mil mudas plantadas em áreas onde atua.
Responsável pela gestão de 3.200 quilômetros de estradas, a Arteris não se liga só no asfalto e na segurança das rodovias. A empresa já plantou 2,7 milhões de mudas nativas em vários estados como forma de compensar supressões efetivadas durante realização dos seus investimentos. As informações foram divulgadas no balanço da Junho Verde, ação que mobiliza as instituições e a sociedade civil sobre a importância da preservação da natureza. Até o momento, foram reflorestados 1.600 hectares, área equivalente a 1.600 campos de futebol.
A Arteris administra rodovias em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina, onde desenvolve outros projetos ambientais, além do reflorestamento. “Na Arteris, as ações de reflorestamento seguem critérios rigorosos, com seleção de espécies nativas de cada bioma, manutenção contínua e monitoramento das áreas até atingirem estabilidade ecológica”, informa a empresa, em nota enviada ao #OxeRecife. Está certa a ação. Não adianta plantar e deixar prá lá, como fazem certos órgãos públicos, inclusive no Recife.
Além da recuperação ambiental, os plantios realizados fortalecem políticas públicas e iniciativas científicas em diferentes estados brasileiros. A companhia investe em projetos que geram conhecimento técnico, beneficiam comunidades do entorno e fomentam boas práticas replicáveis, segundo assegura a empresa. Afirma Daniela Bussmann, Gerente de Meio Ambiente da Arteris:
“Nosso trabalho é pensado para compensar de maneira inteligente as supressões realizadas durante nossos investimentos, facilitando o crescimento de espécies da flora nativas com ênfase naquelas ameaçadas de extinção. Ao promover o desenvolvimento da vegetação, também favorecemos a fauna, criando condições ideais para que animais encontrem abrigo, alimento e acesso à água. Já registramos nas áreas onde desenvolvemos nossos projetos a presença de espécies ameaçadas como o gato-maracajá, o papagaio-do-peito-roxo, o jacaré-do-papo-amarelo e o mico-leão-dourado”.
Um dos maiores exemplos de impacto positivo é a criação da RPPN Papagaio-do-Peito-Roxo, no Paraná — uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, implantada a partir de plantio compensatório da Arteris. A área tornou-se um ponto estratégico para o monitoramento e a reprodução da espécie que lhe dá nome, contribuindo diretamente para a preservação da Mata de Araucária. Entre os projetos de destaque desenvolvidos pela Arteris em unidades de conservação e áreas de proteção ambiental estão:
Conservador das Águas, com restauração de 100 hectares (MG); RPPN Papagaio-do-Peito-Roxo, com 100 hectares de Mata de Araucária restaurada (PR); Restauração de 140 hectares na APA do Rio São João (RJ); Recuperação de 166 hectares da restinga na Baixada do Maciambu, Parque Estadual Serra do Tabuleiro (SC); Mais de 290 hectares de vegetação nativa restaurados em regiões importantes para a conservação da Mata Atlântica (SP). A empresa também tem parcerias com iniciativas como a Associação Mico-Leão-Dourado, que atua no Rio de Janeiro.

A atuação ambiental da Arteris está integrada à estratégia da Agenda ESG da companhia, que inclui programas de monitoramento da fauna e da flora, controle de emissões, educação ambiental e soluções de mobilidade com menor impacto ao meio ambiente. “Nosso desafio é provar, na prática, que é possível conciliar grandes obras de infraestrutura com o respeito ao meio ambiente. E os números mostram que estamos no caminho certo”, conclui Daniela Bussmann.
O #OxeRecife tem duas séries que se transformaram em campanhas de caráter permanente. A primeira é #paremdederrubarárvores, na qual denuncia as perdas do patrimônio verde do Recife (degolas, supressões, erradicações, podas radicais). A segunda é #recifemergênciaclimática (na qual relaciona ruas do Recife que não possuem uma só árvore). Natural, portanto, que dê espaço a iniciativas de plantio, reflorestamento, recuperação de mata nativa, sejam estas praticadas por iniciativa pública ou privada. Informações sobre iniciativas de recuperação de florestas têm sempre vez nesse espaço, venham de onde vier.
Nos links abaixo, outras iniciativas de plantio em áreas urbanas ou rurais.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Arteris (Drone) / Divulgação

Exemplo excelente Letícia, num país em que o pior Congresso de nossa história só faz trabalhar contra!
Excelente atuação da Arteris na compensação da supressão de florestas nativas.Prova de que é possível promover ações de contenção de danos à natureza,quando investimentos de infraestrutura são necessários, ao implantar projetos que beneficiam a recuperação da flora nativa,com acompanhamento técnico e monitoramento constante dos resultados.
E o #Oxe Recife ,como defensor incansável da preservação do meio ambiente através da suas campanhas de sucesso# paremdederrubararvores e # emergênciaclimatica ,está certíssimo em divulgar essa iniciativa da Arteris,bem como tem tem divulgado tantas outras que colaboram com a preservação ambiental.