Nessa semana, os amantes da natureza ficaram chocados, ao ver oliveiras centenárias, sendo transportadas como se fossem mercadorias comuns, para atender projetos de arquitetura de alto padrão no país. As árvores foram retiradas de solo argentino e contrabandeadas para o Brasil. Felizmente a mercadoria foi interceptada pela Polícia Rodoviária Federal, segundo a qual cada unidade custa cerca de R$ 100 mil no mercado clandestino.
No oficial, fica bem mais caro, devido à burocracia e aos impostos. A apreensão feita nesta semana, no entanto, não foi única. De acordo com a PRF e a Receita Federal, desde 2025, nada menos de cem oliveiras foram apreendidas em estradas brasileiras. Ou seja, uma notícia triste, já que o contrabando alimenta almas sebosas que fazem da motosserra insana e da destruição um meio de vida, tal qual os madeireiros fazem nas florestas brasileiras, como ocorre na Amazônia.
As imagens são chocantes, pois as oliveiras são imensas. E lindas, claro. Nem a motosserra insana consegue apagar sua imponência. Elas foram apreendidas no Paraná e iriam para São Paulo, pois estão em “moda” entre arquitetos e decoradores. Os quais deveriam, isso sim, ter um mínimo de consciência ambiental, devendo apelar para outras soluções provenientes de áreas com madeira legalizada. Ao invés de estar “importando” vítimas de arboricído do país vizinho. Com certeza, que age assim, não hesitariam também em “comprar” , madeiras de extração proibida no nosso país, como o mogno, o cumaru e o pau-rosa.
Vamos torcer para que as autoridades de segurança rastreiem todo o percurso, indiciando devidamente os fornecedores, os receptadores e os compradores, que alimentam a cadeia do crime. Porque se a moda pega… Foi não foi, a PRF está apreendendo madeira clandestina proveniente da Amazônia, nas rodovias que cortam Pernambuco. Então, toda vigilância é pouca.
Nos links abaixo, informações sobre outras apreensões de madeira clandestina realizadas pela PRF.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação / Polícia Rodoviária Federal
