A Festa Literária das Periferias, versão Pernambuco, entra nessa quinta-feira (11/9), no seu segundo dia, com lançamentos de livros, debates que incluem fome “de comida, mas também de saber, cultura e consciência”. A tarde será tomada por lançamentos de livros de novos autores e independentes, e também dos veteranos. À noite, duas mesas redondas: “Ancestralidade em vida: construindo e abrindo caminhos; e Conhecimento é alimento cultural. A Flup ocorre no Compaz Eduardo Campos, que é no Alto Santa Terezinha, Zona Norte do Recife (foto acima).
A programação inclui, às 14, lançamento de livros de autores independentes: Caio do Cordel (Super Negro), Cibele Laurentino (Nobelina) e Ana Daviana (Essa mundana gente). Às 17h, lançamento de livros: Inaldete Pinheiro (Pixaim em versos soltos), Odailta Alves (As bonecas de Nyashia), Iaranda Barbosa (Ponto de Luz). Às 18h30, tem Mesa sobre “Ancestralidade em vida: construindo e abrindo caminhos”. Os palestrantes são: Esmeralda Ribeiro e Inaldete Pinheiro, com mediação de Odailta Alves.
O encontro celebra mulheres negras que, há décadas, escrevem e inspiram outras a contar suas próprias histórias. “Produziram literatura quando a sociedade, ainda mais do que hoje, parecia não enxergá-las, ajudando a população negra a se reconhecer como detentora de saberes e autora de narrativas”. Esmeralda Ribeiro é escritora e jornalista à frente da série Cadernos Negros, que completa 50 anos em 2028; Inaldete Pinheiro é escritora, contadora de histórias e fundadora do Movimento Negro do Recife; Odailta Alves é escritora, atriz e educadora, fundadora do coletivo literário Mala Preta.

Às 20h , tem a Mesa 2 com o tema “Conhecimento é alimento cultural”, com palestrantes Carla Akotirene e Cannibal. Mediação: Iaranda Barbosa. O assunto para discussão:
“O poeta pernambucano Solano Trindade (1908-1974), homenageado da Flup PE, escreveu: “Se tem gente com fome, dá de comer”. Essa fome é de comida, mas também de saber, cultura e consciência. A mesa discute a importância da cultura e do conhecimento sobre direitos sociais nas vivências das periferias. Carla Akotirene é escritora, pesquisadora em gênero e raça e assistente social no SUS. Cannibal é, cantor, escritor, músico, pioneiro do punk em Pernambuco e expoente da cultura periférica”.
Leia também
Veja quem foi o poeta Solano Trindade, homenageado da Flup
Festa Literária das Periferias de Pernambuco começa quarta, 10/9
Festival Literário das Periferias movimenta Pina, Torre e Ibura
Ação ambiental no 4º Festival de Literatura Negra
Projeto Invasão movimenta periferias do Recife e lança single de MC Louco
Projeto Invasão faz festa Revoada Rec: brega e funk
Cortejos da cultura afro movimentam o bairro do Recife
Patrimônio cultural do Brasil, maracatu ganha exposição no Recife
Cannibal: Devotos, rock punk e livro
Feira Ojá: empreendedores negros, economia criativa e consumo consciente
Zarina Modas prepara coleção inspirada na estética da cultura africana
Zarina vira referência na moda preta
Dia da Consciência Negra: as pretinhas na moda ganham passarela
Moda preta autoral em conexão astral realiza desfile afro com modelos da periferia
Moda Preto Soul: Viva a negritude!
Fenelivro termina com Slam das minas
Encontro Rede das Minas no Senac
Sarau das lobas e minas no mamam
Dia da Mulher Negra, Latino Americana e Caribenha
Futuro Black e Christal Galeria das artes: negritude e mulheres empoderadas
Semana da Consciência Negra: Daruê Malungo coloca cultura afro em movimento
Mês da Consciência Negra: desfile, palestras, igualdade racial
Dia da Consciência Negra: Vilma Queiroz e as pretinhas da moda
HIstória: Lugares de memória da escravidão da escravidão e da cultura negra em Pernambuco
Conheça a histórica de Munducuru, herói negro da Confederação do Equador
Eduardo Ferreira lança Coleção Aláfia na abertura do Muafro no Recife Antigo
Diáspora africana e a brincadeira da burrinha: a conexão Benim-Pernambuco
Ervas sagradas ganham sementeiras
Bahia tem ritual de paz e respeito à liberdade religiosa
Baobás de Pernambuco são sacralizados na Bahia
Trio expert em baobá, a árvore da vida
A árvore do esquecimento
Cortejo religioso em Salvador
Pipoca é alimento sagrado?
Ojás contra o racismo religioso
Contra as práticas de branqueamento
Navio alemão acusado de racismo
Navio Negreiro no Barreto Júnior
A simbiose entre a Igreja Católica e os terreiros
Pai Ivo de Xambá vira Doutor Honoris Causa
A sabedoria ancestral da Griô Vó Cici
A herança afro na música brasileira
Sítio Trindade tem gastronomia afro
Festa para São João e Xangô
Católica bota Xangô na ordem do dia
Qual o mal que lhe fez Yemanjá?
Michele Collins entre a mobilização e a pressão dos terreiros
Preconceito religioso tem reparação
Inaldete Pinheiro ganha homenagem
Uana Mahim: Sou preta, negra e fera
Dia da Consciência Negra: Dicas de leitura
De Yaá a Penélope africana
Nação Xambá, 88 anos de residência
Resgate histórico: Primeiro deputado negro do país era pernambucano
O grito dos excluídos por independência verdadeira no século 19 e a esquecida Maria Felipa
Joana, a única mestra de Maracatu
Nego Henrique oferta oficina de percussão
Dia da Mulher Negra, Latino Americana e Caribenha
Expô sobre terreiros termina na terça
Jurema sagrada vira exposição
Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Redes sociais e Flup / Divulgação
