Tristeza muita é o que a gente sente, ao ver um colosso da natureza sendo degolado. É o que está acontecendo com o “Baobá do Poeta”, árvore de 19 metros de altura, que já foi até tema de livro e de muitas histórias. Dizem que foi ele que inspirou Antoine de Saint-Exupéry a escrever “O Pequeno Príncipe”. No sábado passado, o barulho da motosserra insana chamou atenção de moradores da Rua São José, no bairro de Lagoa Seca, Zona Leste de Natal.
Logo começou a mobilização de moradores, ambientalistas, da população em geral, já que a árvore integra as memórias afetivas da cidade. O temor era que a ela fosse suprimida para abrir espaço para um estacionamento, como ocorre sempre nas metrópoles. Nas redes sociais, essa informação chegou inclusive a circular, o que configuraria um crime ambiental, um arboricídio.
Mas de acordo com os proprietários do terreno onde fica o baobá, a árvore será mantida e a poda teria sido liberada pelos órgãos ambientais da cidade. Com os cortes, o baobá, que tem 19 metros de altura, ficará reduzido a apenas três metros para tristeza daqueles que costumavam contemplar a árvore histórica. Conforme informações do G1 RN, a planta – originária da África – foi atacada por fungos, está com tecidos apodrecidos e seu tronco oco não tinha mais condições para sustentar tanto peso.
A idade do baobá de Natal é incerta. Os potiguares dizem que ela teria entre 300 e 400 anos. A espécie “Adansonia digitata” pode viver até 3 mil anos. Ele teria sido vista pelo escritor francês, em 1939, quando o também aviador passou pelo Rio Grande do Norte a caminho dos Estados Unidos. Dizem que a paisagem que ele viu – dunas, falésias – teriam inspirado os desenhos do livro e que o cometa teria sido lembrado por fazer parte da bandeira da cidade de Natal.
Nos links abaixo, mais informações sobre baobá e sobre arboricídios fora do Recife, registrados na série “Parem de derrubar árvores”.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: redes sociais
