Idealizado por Fafá de Belém, Fórum Varanda da Amazônia começa hoje

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Nossa Fafá de Belém, a artista que há décadas revelou o carimbó para o Brasil, é não só uma defensora dos sons e da poética de sua terra, mas também uma ativista da a favor da democracia, da Amazônia e da natureza. Tornou-se um símbolo da campanha pelas diretas já, nos anos 1980, quando a ditadura militar vivia seu ocaso e ela levava multidões a cantar com ela o Hino Nacional nas ruas do Brasil. É idealizadora do Fórum Varanda da Amazônia, que entra em sua terceira edição nessa terça-feira (7/10).

O encontro reúne lideranças políticas, pensadores, artistas e representantes da sociedade civil para debater caminhos possíveis para uma convivência mais responsável e harmoniosa com a natureza. Viva, pois, para a grande Fafá. O evento se estende até 8 de outubro no Teatro Maria Sylvia Nunes, Estação das Docas, em Belém (PA), integrando a programação do tradicional festival Varanda de Nazaré. Com foco em justiça climática, bioeconomia, empreendedorismo e conhecimento ancestral, o fórum é organizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e deve reunir cerca de mil pessoas. Grande Fafá!

Fafá reclama protagonismo dos povos amazônicos na COP30. E idealizou Fórum Varanda da Amazônia

Ela tem criticado os preparativos da COP 30, reclamando que a Amazônia e seu povo não são ouvidos. Fafá afirma que há uma “apropriação” da floresta por artistas e intelectuais que falam da região sem, ao menos, se aprofundar no assunto. Para a artista, linda e maravilhosa, falta  na COP 30 o protagonismo dos amazônicos, os verdadeiros donos da terra.

Entre os convidados do encontro, Alexandre Moreno, gerente de Comunicação e Relacionamento do Instituto Voz dos Oceanos. Ele participa do painel “Biodiversidade Viva – Conservação, justiça climática e uso sustentável” no dia 7/10, às 17h15. Debaterá com Diego Saldanha (fundador da Ecobarreira Rio Atuba), Mauro Pires (Presidente do ICMBio) e Nilson Gabas Júnior (diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi), entre outros.

O Instituto Voz dos Oceanos, é liderado pela famosa Família Schurmann, que vive singrando os mares de todos os continentes. A instituição, 100% brasileira, dedica-se à defesa e recuperação dos mares do mundo. Um de seus desafios é conscientizar a sociedade sobre a conexão vital entre os biomas, como o amazônico e o marinho, e como as atividades humanas afetam a biodiversidade e, por consequência, a vida no planeta.

Em novembro, a Voz dos Oceanos retornará à Belém para a COP 30, como organizadora da Casa Vozes do Oceano, que reunirá ONGs, academia, setor público e privado em torno da causa oceânica. Sua estrutura está sendo montada no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, no centro histórico de Belém, com apoio institucional do Governo do Pará, incluindo a Secretaria de Estado de Cultura. E Fafá, com certeza, vai brilhar na COP-30. Que Nossa Senhora de Nazaré, a Nazinha do Círio, proteja a artista e sua voz. O Brasil, a Amazônia e a democracia precisam dela.

Nos links abaixo, informações sobre a COP 30, a Amazônia e outras COPs

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Letícia Lins (Acervo #OxeRecife) e redes sociais

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Um comentário

  1. Isso Isso, Letícia. A energia do Bem, do Universo, da Natureza, N.Sa. de Nazaré, proteja essa mulher, ativista, símbolo da resistência da liberdade, da Amazônia e do povo amazônico; Fafá de Belém, da Amazônia.

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