Filho de José Cláudio, Mané Tatu abre exposição: “O Mar que nasce no mangue”

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Diz o velho ditado que filho de peixe, peixinho é.  O pai, José Cláudio (1932-2023),  está incluído entre as grandes estrelas da arte em Pernambuco. Aliás, do Brasil. José  era desenhista, gravador, escultor, escritor e, como pintor, suas obras nunca eram suficientes para atender à demanda, que vinha dos quatro cantos do país. José Cláudio pintou mulheres, folhagens, pássaros, frutos, flores, e expôs em seus quadros a exuberância da natureza.

Mané Tatu, o filho, cresceu entre cores, tintas, pincéis. Não é de surpreender, portanto, que tenha optado por seguir a mesma carreira do pai.  Mas ele não copia, ele cria. Embora não se possa negar a influência dos sábios ensinamentos do Mestre. E tanto é assim, que Mané presta homenagem a José Cláudio em uma de suas telas. O trabalho do artista pode ser observado na exposição  “O Mar que nasce no Mangue”, cuja abertura acontece às 18h dessa terça-feira (o7/04), na Galeria Terra Brasilis, que fica na Avenida Dezessete de Agosto, 2640 (defronte da Praça do Monteiro).

Com esse belo peixe, Mané Tatu presta homenagem ao seu grande mestre e pai, José Cláudio

Na expô, o artista viaja pela fauna e pela flora do ambiente riquíssimo, fonte de vida, que é o manguezal. Peixes, camarões, pitus, caranguejos e outros crustáceos ganham novas cores e formatos pelas mãos do artista, que presta homenagem ao pai com um dos seus peixes coloridos.  “A mostra apresenta uma seleção de obras inéditas que mergulham no universo marinho e no imaginário do mangue nordestino”, informa o galerista Ricardo Bandeira de Melo.

Pelos pincéis e tintas de Mané Tatu, a mata ciliar que se estende ao longo do rio, funde-se com fauna e flora do manguezal, em mistura de cores e formatos que viram festa para os nossos olhos. Mangas rosas, folhagens e caranguejos azuis, tudo se mistura. Camarões perdem o cinza natural e ganham surpreendente e caleidoscópico colorido, como pode se observar na foto que abre este post.

O azul dos crustáceos do mangue se funde com o colorido das frutas tropicais, como mangas e cajus

“Os trabalhos de Mané Tatu revelam   força poética e cromática do artista, em composições que transitam entre fauna, paisagem e memória”, diz Ricardo. A exposição conta com texto crítico do escritor e advogado José Paulo Cavalcanti Filho, membro da Academia Pernambucana de Letras e da Academia Brasileira de Letras. Nos links abaixo, mais informações sobre arte e Galeria Terra Brasilis.

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Serviço
Exposição: “O mar que nasce no Mangue”, de Mané Tatu
Onde: Galeria Terra Brasilis
Endereço: Avenida17 de Agosto, 2640, Casa Forte
Quando: Terça-feira, 07/04/2026
Horário:18h

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Divulgação

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