Cresce no Brasil a quantidade de protestos contra a derrubada de árvores adultas, a exemplo do que ocorre no Recife, onde a derrubada de amendoeiras e coqueiros na Orla de Boa Viagem vem gerando muitas reclamações nas redes sociais. Manifestações de repúdio aos arboricídios têm ocorrido em todo o país. E isso é bom, porque nesses tempos de mudanças climáticas, as árvores têm papel ainda mais relevante. A mais recente mobilização ocorreu Goiânia, onde esse belo exemplar de mogno, com mais de meio século de idade, foi erradicado. Ele ficava na Rua 20, e era um dos símbolos da arborização do centro daquela cidade.
A ameaça da motosserra insana ao mogno chegou às redes sociais via coletivo_arua, cujos integrantes diziam acreditar que “o diálogo, a transparência e a manutenção do patrimônio histórico e ambiental devem ser norteadores de tal decisão”. Eles lembravam que mais do que uma vegetação, “a árvore é uma parte importante da história de nossa cidade”. Ela foi plantada em 1957 por estudantes, em frente a um casarão onde funcionou a Faculdade de Direito. Mas, infelizmente, foi erradicada após laudos técnicos da Universidade Federal de Goiás e da Agência Municipal de Meio Ambiente (Anma). O edifício histórico onde ficava o mogno, hoje tombado, é atualmente é ocupado pela Justiça Federal em Goiás. “O seu plantio foi um ato político simbólico, um protesto contra a exploração do mogno brasileiro por empresas estadunidenses na Região do Bico do Papagaio, hoje Tocantins”
É o que diziam notas divulgadas contra a derrubada da planta tão querida da população daquela capital. O mogno integrava o Espaço Casa da Memória, vinculada à Universidade Federal de Goiás (UFG), pois o casarão onde se encontrava também abrigou o escritório de Pedro Ludovico Teixeira, figura central da fundação e consolidação de Goiânia”.
Para completar a argumentação contra o arboricídio, a árvore era tombada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal, “consolidando o valor histórico, ambiental e cultural para a cidade”. Mas não teve jeito. A planta, linda, foi sacrificada porque, segundo as autoridades locais, estava doente e oferecia risco de desabar. Infelizmente. Parte de seus restos mortais foram doados à UFG ( um metro cúbico) e à família de Boleslaw Daroszewski (outro metro cúbico). Ele foi um imigrante polonês que teria doado a muda que deu origem à árvore. Segundo a sua família, o material será utilizado para fins “simbólico, memorial e cultural”. Vamos torcer para que uma muda de mogno em bom estado seja plantada no mesmo local. Pois, sem ele, vai ficar um clarão imenso, como ocorre a cada árvore subtraída da paisagem, onde quer que seja. O Recife, por exemplo, está cheio de “clareiras”.
Nos links abaixo, você confere perdas em outras cidades brasileiras. Nesse vídeo, disponível no YouTube, o calvário do mogno.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Redes sociais (Coletivo_Aruá e O Popular)

Essa mobilização, Essa consciência é didática. Precisa ser mais comentada e que fortaleça a necessidade de preservar o meio ambiente como um todo e as árvores principalmente.