Parem de derrubar árvores. Comuns no Recife, arboricídios pipocam no país

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Está feia, a coisa. Quando o assunto é arborização. E não é só no Recife não. Nesse início de ano, pipocaram denúncias de derrubadas de árvores em várias capitais brasileiras.  Porém, as notícias mais significativas vieram de Curitiba e do Rio de Janeiro.  Na capital paranaense, uma mulher  – sim, uma mesma pessoa – simplesmente destruiu 80 árvores na Avenida Nossa Senhora da Luz, uma das mais conhecidas daquela cidade.

E o fez em duas etapas, em 29 de dezembro e 1º de janeiro. As vítimas de “arboricídio” haviam sido plantadas pelo Coletivo 1 Milhão de Árvores @1milhao_de_arvores, que tem na ação uma das alternativas para enfrentar as mudanças climáticas.  Entre as “vítimas”, havia várias araucárias, que pertencem a espécie ameaçada e protegida por lei. Segundo o delegado Guilherme Dias @delegadoguilhermedias, a mulher foi localizada, interrogada e indiciada por crime ambiental. O policial é conhecido nas redes sociais pelo seu incansável trabalho em defesa do meio ambiente e dos animais.

À Polícia, a arboricida justificou que estava “sob efeito de medicamentos e álcool”. Ou seja, além de destruir as árvores porque estaria doidona, ela poderia ter ceifado vidas humanas, pois estava dirigindo, quando cometeu o arboricídio coletivo por estar fora de si. Os integrantes do Coletivo que trabalham na regeneração da flora nativa do Paraná já fizeram o replantio. Resta esperar que não apareça outro vândalo de plantão para cometer novo crime ambiental. Quanto à arboricida, está  agora proibida de se aproximar do canteiro que, pelo que se vê, virou alvo de “medida protetiva”. O canteiro em questão fica no bairro Hugo Lange, região Norte de Curitiba. Já a dita cuja está sendo investigada, também, por embriaguez ao volante. É incrível como as pessoas invocam problemas mentais para fazer o mal, às pessoas, animais ou vegetais.  Ninguém fica doidão para fazer o bem, não é? Instinto ruim?

No Rio de Janeiro, outra polêmica. A degola completa de 71 árvores, algumas centenárias, no terreno do antigo Colégio Bennett, na Rua Marquês de Abrantes, no bairro do Flamengo. As árvores compunham a arborização de um  terreno de 15 mil metros quadrados, que está sendo “limpo” para construção de um condomínio de alto padrão. De acordo com moradores do bairro, elas formavam praticamente um ecossistema, pois abrigavam várias espécies de pássaros e pequenos mamíferos, incluindo macacos de várias espécies. Mas… se no Recife ninguém faz nada contra a motosserra insana e as práticas equivocadas de arborização, no Rio de Janeiro, o crime ambiental foi parar no Ministério Público. Tem mais: protesto programado.

Manifestação acontece sábado, 10 de janeiro. E vem sendo amplamente divulgada nas redes sociais. Para convocar os manifestantes, ambientalistas lembram que “o Rio perde árvores ano após ano, e silenciar é permitir que isso continue”.

E você, tem reclamado dos arboricídios no Recife?  Vou copiar a frase acima, mudando só o nome da cidade, pois a problemática é a mesma, a destruição da natureza por conta da especulação imobiliária, do vil metal: “O Recife perde árvores ano após ano, e silenciar é permitir que isso continue”. Vamos, pois , falar e reclamar por elas, que não têm voz. #paremdederrubarárvores. Nos links abaixo, mais informações sobre árvores suprimidas em áreas urbanas em várias partes do país.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: redes sociais

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2 comentários

  1. É isso,Letícia! Não podemos silenciar e Recife precisa de apoio ,como Curitiba com o seu policial exemplar na defesa do meio ambiente e o Rio de Janeiro com a população engajada e o Ministério Público em ação. Vamos botar a boca no trombone e tentar inibir a ação devastadora da especulação imobiliária predatória.
    “O Recife perde árvores ano após ano ,e silenciar é permitir que isso aconteça”.
    Vamos divulgar à exaustão essa frase
    e,também, organizar protestos como o do Flamengo do dia 10/01.

  2. ” O Recife perde árvores ano após ano ,e silenciar é permitir que isso aconteça”. Algo tem que feito urgente, envolvendo Ministério Públio, secretarias de meio ambiente, sociedade, IBAMA, todos e tudo que poder colocar um freio na derrubada das árvores. Outra questão grave são as podas feitas nas árvores, nas ruas, praças e até dentro da UFPE. As árvores estão parecendo uma vassoura de cabeça pra baixo. Terrível. Triste, muito triste

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