Estudantes do interior de Pernambuco criam lápis ecológicos que viram plantas

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Nesses tempos de tanta devastação e descaso com a natureza e de discussões sobre o aquecimento global na COP30, uma boa notícia, que vem do interior de Pernambuco. No caso, do Sertão (Afogados de Ingazeira) e da Região Agreste (Bezerros). É que estudantes dos dois municípios desenvolveram lápis sustentáveis, que podem se transformar em plantas após o uso.

Na Escola Técnica Estadual (ETE) de Bezerros- a 107 quilômetros do Recife –  um grupo de estudantes desenvolveu o “Ecopencil”, lápis ecológico produzido do zero a partir de pó de serra de madeira de reflorestamento, grafite e sementes, que vira planta após o descarte. “Esse produto não é apenas um instrumento de escrita, é também um projeto pedagógico que ensina produção, marketing e consciência ambiental. Ele une educação prática, sustentabilidade e empreendedorismo em um produto com apelo social”, explica Willams Maciel, um dos professores responsáveis pela orientação do projeto, ao lado dos docentes Flávio Brayner e Amanda Clarindo. O Ecopencil surgiu do desejo de transformar o que seria descartado em algo útil e sustentável, como explica Isabelly Allany, uma das estudantes envolvidas na iniciativa. “Quando percebemos o quanto de pó de serra era desperdiçado nas marcenarias, pensamos em dar uma nova vida a esse material, criando um lápis ecológico que unisse aprendizado, consciência ambiental e empreendedorismo”. A partir do projeto, os estudantes envolvidos participaram de vendas em feiras, contato com clientes, elaboração de conteúdos para redes sociais,

E ainda de organização financeira, desenvolvendo  competências empreendedoras e técnicas. Em Afogados de Ingazeira – a 386 quilômetros do Recife – uma novidade parecida.  Na  Escola de Referência do Ensino Médio (Erem) Cônego João Leite, 20 alunos, desenvolveram  lápis sustentável, que pode ser plantado após o uso, dando origem a diferentes espécies de plantas.

A ação surgiu a partir  do  do programa Miniempresas, promovido pela ONG Junior Achievement (JA) Pernambuco, em parceria com a Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE). Os orientadores do trabalho são os professores Carla Santana e Alan Gustavo. “Mais do que a criação de um produto, o projeto proporciona aos alunos a experiência de simular o funcionamento de uma empresa real, passando por áreas como marketing, recursos humanos, operações, finanças. Encarar a responsabilidade de gerir uma empresa  prepara os jovens para o mercado de trabalho de maneira competitiva”, reflete Alan Gustavo.   “O propósito maior é estimular o empreendedorismo e a formação prática dos jovens. O lápis ainda funciona como uma forma de contribuir para o reflorestamento e a preservação ambiental”, diz Carla Santana. O conjunto de lápis com semente acoplável e um marcador de páginas custa R$ 6.

Os estudantes estão começando a vendê-los. E 20 por cento do que for faturado será destinado à ONG Associação Caatinga, instituição escolhida pelos próprios estudantes.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Secretaria de Educação PE / Divulgação 

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