Tecnologia para resgate de cultura ancestral rende prêmio a estudantes

Olhem aí a meninada acontecendo. Alunos da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Aura Sampaio Parente Muniz acabam de ser premiados  na Sexta Edição do Desafio Criativos da Escola, organizado pelo Programa Criativos da Escola, do Instituto Alana. É que eles desenvolveram um aplicativo para compartilhar conhecimento sobre plantas medicinais de comunidade quilombola, resgatando conhecimentos ancestrais de descendentes das populações escravizadas.

O projeto reconhecido é o IECQ: Interação Etnobotânica na Comunidade Quilombola de Conceição das Crioulas, cujos integrantes residem em área rural, a 40 quilômetros do centro de Salgueiro, município sertanejo que fica a 518 quilômetros do Recife.  O objeto da pesquisa de Iniciação Científica Júnior, foi o cultivo e o uso da medicina natural pela comunidade. Eles realizaram pesquisas e conversaram com os moradores da região para conhecer os tipos de plantas utilizadas por eles diariamente, tanto nos temperos quanto para produção de chás, xaropes, lambedores.

Durante as conversas, os moradores contaram que têm o costume de manter o cultivo de plantas em seus quintais. Alguns  afirmaram que as utilizam para fabricar produtos naturais e gerar renda. Os alunos também descobriram a dificuldade dos mais velhos em compartilhar o conhecimento tradicional com as novas gerações. Pensando em uma forma de solucionar esse problema, eles decidiram criar um aplicativo de celular com um jogo em formato de quiz, que abordasse sobre as plantas medicinais. Para isso, organizaram um livreto e um blog com as informações adquiridas durante a pesquisa, que serviram de base para a criação do jogo.

O aplicativo teve muito sucesso entre os jovens, fazendo com que a comunidade quilombola Conceição de Crioulas fortalecesse ainda mais sua cultura e os saberes que passam de geração em geração. Os alunos esperam que o jogo chegue a muito mais pessoas não só no Brasil, como no resto do mundo.  Em 2019, o Alana havia premiado outro grupo de Pernambuco, que fez trabalho sobre a importância das nascentes. Os alunos eram de Ipojuca, Zona da Mata. (O Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão “honrar a criança”.

Nos links abaixo, você pode conferir iniciativas de alunos e também de professores que mereceram registros, aqui no #OxeRecife.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Divulgação / Alana

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