Muito bacana iniciativa em escolas ou universidades que rendam bons frutos para a comunidade. O exemplo mais recente vem da Escola Técnica Estadual (ETE) Maria José Vasconcelos, que acaba de desenvolver bengalas adaptadas com sensor de proximidade para facilitar a locomoção de pessoas cegas e com baixa visão. Até o momento, seis equipamentos foram produzidos e doados para estudantes da própria ETE e de outras escolas da Rede Pública de Pernambuco. As doações aconteceram na Semana de Inclusão, realizada pela ETE, que fica no município de Bezerros, na Região Agreste, a 107 quilômetros do Recife.
A ação é comovente e solidária. Pois a ideia de desenvolver o material surgiu após os estudantes ficarem sensibilizados com as dificuldades de deslocamento enfrentadas por Isaac Melo, um colega que possui redução significativa da capacidade visual, conforme explica Francisco Neto, gestor da ETE. “A escola nunca tinha recebido alguém com esse tipo de necessidade especial e Isaac tem a visão bem reduzida. Então, os alunos resolveram desenvolver essa bengala com os sensores que detectam obstáculos e facilitam a circulação”, afirma Francisco. Bonito, não é? O grupo é formado por seis estudantes do 1º e 2º anos do curso técnico de Rede de Computadores e coordenado pelo professor Flávio Brayner. O produto é feito de canos de PVC e sensores ultrassônicos. A tecnologia utilizada é semelhante ao sensor de ré de um carro, no qual o som varia de acordo com a proximidade do obstáculo. “Conforme a pessoa anda, a bengala vai emitindo um som. Quanto mais próximo ele chega de um objeto, o bip vai ficando mais rápido e mais alto. Essa ainda é a primeira versão, mas a gente já fez a doação para cinco estudantes que precisam”, explica ele. O desenvolvimento das bengalas foi possível com o empenho pessoal do professor.
A GRE deu ajuda financeira para a pesquisa, mas o professor saiu em busca de parceria, junto à iniciativa privada.
“Quando a gente apresentou a ideia, havia algumas pessoas com deficiência visual e uma delas nos perguntou o que precisava para ter uma bengala daquelas. Isso me tocou e também aos alunos que fazem parte do projeto. A partir daí, passei a buscar financiamento para desenvolver o material. A gente pretende produzir em larga escala, porém isso tem um custo”.
A apresentação do protótipo das bengalas aconteceu durante o Seminário de Educação Inclusiva da Mata Centro, em Vitória de Santo Antão, em setembro deste ano. O encontro foi realizado pela Gerência Regional de Educação Mata Centro com estudantes e profissionais da Educação Inclusiva dos treze municípios e 38 escolas estaduais coordenadas por aquela GRE. Segundo Flávio, o projeto despertou o interesse dos presentes e motivou a elaboração do produto.
Na produção desses primeiros equipamentos, a GRE Mata Centro ofereceu recursos financeiros para a compra dos insumos necessários, além de realizar a articulação com os estudantes da Rede Pública com demanda. O projeto contou ainda com parceria do setor privado de Bezerros, por meio do Instituto Moura de Educação e Tecnologia (Imet) e Apec Segurança. Estão a escola, gestores, professor e alunos, todos de parabéns.
Nos links abaixo, mais informações sobre iniciativas do setor de educação
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Secretaria de Educação de Pernambuco / Divulgação

Realmente, uma bela ação solidária realizada com muito amor e dedicação pelos alunos da ETE( Escola Técnica Estadual) Maria José Vasconcelos.
Que mais empresas se engagem nesse projeto ,através de parcerias com a GRE
possibilitando que as bengalas alcancem o maior número de pessoas necessitadas de tão importante apoio.
Parabéns aos alunos,professor, gestores,funcionários e escola.