CPRH flagra ocupações irregulares em duas unidades de conservação da RM

Compartilhe nas redes sociais…

Não tem jeito. Para onde quer que a gente se vire, nossos bens naturais sempre estão em risco, até mesmo em áreas de preservação. Neste mês, em que se comemora o Dia Internacional da Mãe Terra, duas notícias. Uma ruim, e uma boa. A ruim é que em duas áreas protegidas da Região Metropolitana foram constatadas tentativas de invasões e ocupações irregulares. As unidades de conservação prejudicadas são: a Zona de Amortecimento (região ao redor da UC) da Estação Ecológica de Caetés (ESEC), no município de Abreu e Lima. A outra ocorrência fica na Área de Proteção Ambiental (APA) de Santa Cruz, na Ilha de Itamaracá. Agora, a notícia boa: as atividades ilegais foram reprimidas e as iniciativas irregulares impedidas de prosseguir, segundo informa a Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH).

A primeira atuação ocorreu na ESEC Caetés, onde foram constatados desmatamentos e tentativa de ocupação em área florestal com aproximadamente quatro hectares. No local, havia demarcação de lotes com arame farpado, início de cultivo agrícola e começo de construções ilegais. As equipes da CPRH, juntamente com a Polícia Militar, desmontaram as construções e desfizeram as demarcações e as plantações. Caetés fica em Abreu e Lima, a 19 quilômetros do Recife. A segunda foi na APA de Santa Cruz,  e também focada para conter as ocupações, além do desmatamento em área florestal. O trabalho contou com o apoio de integrantes do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), responsáveis pela segurança durante a ação. Foi a sexta operação que a CPRH realizou, dentro da mesma área, localizada na APA de Santa Cruz, desde que foram identificadas invasões no ano passado.

Fiscalização da CPRH esteve em duas unidades de conservação e destruiu construções irregulares

A ESEC Caetés possui 157 hectares remanescentes da floresta Atlântica e está inserida em um fragmento florestal robusto, na APA Aldeia-Beberibe. A Aldeia Beberibe encontra-se sob forte pressão, porque é lá que o governo federal e o estadual pretendem construir uma Escola de Sargentos do Exército. No local são encontrados exemplares da flora e da fauna típicos do Nordeste. A área também é utilizada como espaço para atividades de educação ambiental e pesquisa científica, Já a APA de Santa Cruz conta com uma área total de 38,6 mil hectares, dos quais 24,9 mil estão no continente e 13,7 mil em território marítimo. Além da Ilha de Itamaracá, a APA de Santa Cruz abrange os municípios de Itapissuma e Goiana, Litoral Norte. Itamaracá fica a 45 quilômetros do Recife.

De acordo com o analista ambiental da CPRH, Thiago Lima, não houve autuações por não haver ninguém nos locais. Geralmente as cercas ou as plantações são feitas e os responsáveis aparecem poucas vezes para evitar a fiscalização. As atividades de fiscalização continuam com monitoramento constante em todas as áreas com ocorrências de invasão, realizadas por integrantes da Unidade de Gestão das Unidades de Conservação (UGUC) da CPRH. A participação da população é importante para evitar novas invasões. Para isso, basta fazer denúncia na ouvidoria da CPRH por meio do e-mail ouvidoriaambiental@cprh.pe.gov.br ou pelo telefone (81) 3182 8923.

Leia também
Crime ambiental na Mata do Frio, em Paulista. CPRH destrói construções
Crime ambiental no paraíso
Mata do Frio sofre nova devastação na Paulista das matas de cimento
Cadê a punição dos tubarões que também devastam a Mata do Frio?
Mata do Frio é devastada
As matas de cimento de Paulista
Mata destruída vira trabalho escolar
Devastação gera embargos em Paulista
Matas estão sumindo em Paulista
Mais matas devastadas em Paulista
Verde em risco em Paulista
Mata destruída vira trabalho escolar
Mata de  pau-de-jangada destruída
Pau-de-jangada sobrevive na marra
Mata queimada expulsa tamanduá
Vila Sumaré precisa de socorro
Iguanas fogem de matas devastadas em Paulista
Parem de derrubar árvore. O temor de perder 200 mil aves na APA Aldeia Beberibe
Caminhada em defesa da APA Aldeia Beberibe movimenta o domingo
Parem de derrubar árvores na Mata Atlântica: multas chegam a R$ 1 milhão
Desmatamento da Mata Atlântica caiu em 2023.Mas bioma vai se regenerar?
Dia da Mata Atlântica: há  o que comemorar?
Operação Mata Atlântica em pé é concluída com multas superiores a R$ 1 milhão em Pernambuco
Prefeitura multada em Paulista por destruição de manguezal
Parem de derrubar árvores em Paulista. Arboricídio na Mata Atlântica
Prefeito destrói área protegida e pede acordo
Prefeito destroi área protegida. Pode?
Crime ambiental em Maracaípe.  Prefeitura de Ipojuca é multada
Prefeitura de Ipojuca joga esgoto em Porto de Galinhas e é multada
Que absurdo contra a natureza
Loteamento em mata protegida
Reforço para proteção de matas
Não deixe a Mata Atlântica se acabar

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Divulgação / CPRH

Continue lendo

Maldade em Pernambuco: Pássaros confinados em jaula ilegal e debilitados.

Fique atento aos períodos de consumo proibido de caranguejo-uçá em 2026

CPRH recebeu 9.323 animais e liberou 4.048 em 2025. Timbu lidera soltura

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.