Grande notícia, notícia boa e para se comemorar. Um dos maiores compositores da música brasileira, o pernambucano Capiba (1904–1997) passa a contar oficialmente, a partir dessa quinta-feira (10/7), com um instituto dedicado exclusivamente à preservação, difusão e valorização de sua obra. O lançamento do Instituto Capiba — IC acontece às 16h, no edifício que leva seu nome, a sede do Banco do Brasil na Avenida Rio Branco, no Recife Antigo. O evento será só para convidados.
A sede do BB foi escolhida para a cerimônia de lançamento do IC, por ter sido o local onde o próprio artista trabalhou por décadas, enquanto compunha algumas das mais emblemáticas canções da música brasileira. Responsável por produção que transita entre o frevo, maracatu, valsa, samba, baião, ciranda, música erudita e tantos outros gêneros, Lourenço da Fonseca Barbosa — o Capiba — tem, enfim, seu legado institucionalizado por um time multidisciplinar que reúne musicólogos, restauradores, antropólogos, advogados e produtores culturais. O Instituto nasce com a missão de conservar um acervo imenso, composto por mais de 11 mil partituras, 4 mil fotografias, objetos pessoais, discos, livros, recortes de jornais, além do piano C. Bechstein com o qual Capiba compôs boa parte de sua obra, e ao lado do qual conversei com ele muitas vezes, em sua casa, no bairro do Espinheiro.
“Capiba merece todas essas homenagens. Ele fez muito pela música de Pernambuco”, afirma Zezita Barbosa, viúva do compositor e presidente do Instituto, que há anos guarda o acervo original na cidade natal de Capiba, Surubim. A criação do IC também marca o início de uma série de ações comemorativas pelos 120 anos de nascimento do artista, a serem celebrados durante todo o ano de 2025. Entre as primeiras iniciativas está o lançamento de um site com partituras digitalizadas, a realização de atividades educativas e culturais, além da abertura gradual do acervo ao público.

Para Amaro Filho, diretor executivo do Instituto, o momento é de virada histórica. “A preservação do acervo e a difusão da obra de Capiba ganham, com o Instituto, um novo fôlego institucional. Queremos garantir que as novas gerações conheçam e se conectem com esse legado fundamental para a música brasileira”, diz. Capiba foi gravado por artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Elza Soares, João Bosco, Ney Matogrosso, Alceu Valença, Luiz Gonzaga, Lia de Itamaracá, entre mais de 170 intérpretes. E também foi gravado por Maria Betânia, que tem esse nome por sugestão de Caetano, então um menino que se apaixonou pela canção. Composta em 1945, a música pipocou na voz de Nelson Gonçalves e até hoje é muito lembrada em shows da MPB romântica.
A trajetória de um dos gênios eternos da MPB atravessa a história da música brasileira no século 20 com uma obra de sofisticação melódica e apelo popular raramente combinados. Veja o time de “bambas” que vai comandar o IC: Diretora presidente: Zezita Barbosa (viúva de Capiba); Diretora vice-presidente, Rosângela Alves; Diretor executivo, Amaro Filho; Diretor de comunicação, José Teles; Diretor de formação, Lucas Guerra; Diretora de acervo, Débora Mendes; Diretor jurídico, Adriano Araújo; Conselheiros: Amauri Cavalcanti; Roberto Azoubel e José Castro de Moura
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Serviço:
Lançamento do Instituto Capiba
Onde: Banco do Brasil, Avenida Rio Branco, 240, Bairro do Recife
Horário: 16h
Só para convidados
Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Cepe, Acervo #OxeRecife, Instituto Capiba

Fico vibrando e feliz quando vejo nossos Gênios da Arte Musical sendo preservados em meio a um país onde a mediocridade midiática e lacradora só promove o que é ruim. Capiba era completo, Gênio por inteiro, se algum Músico de outros países ouvir um Frevo de Capiba e sentir a harmonia de uma Música Clássica envolvendo Clássicos Populares vai poder avaliar a grandeza de um Músico Pleno, desses que quando escreve a Música ela evolui pela alma, se espalha pelo, principalmente o Frevo que é um convite para um grito de liberdade do ser humano. Tem Músicas de Capiba que toma conta dos espaços como por exemplo Recife Cidade Lendária, parece que as ruas do Recife passeiam sobre nossos corpos, sobe nossas almas, e os olhares humanos caminhado pelo Recife se transformam em enredos de Poesias guardadas no silêncio dos Amantes do Recife, imaginem um recifense andando “noites sem fim pelo Recife” , é um História de Amor pelas ruas do Recife, como estivessemos atravessando todas as pontes do Recife e subindo escada por escada de nossos casarões. Parabéns a todos que vão construir a Guarda Memorial, Histórica e Artística do Mestre Capiba, ele merece muito mais, e parece que ouço ainda meu Pai em pleno domingo pela manhã ,colocando o disco na Radiola e na voz de Claudionor Germano cantando “É de Amargar” ….. Eu bem sabia….. e como sabia de Música o Mestre Capiba !
É de Amargar
Capiba
Eu bem sabia que esse amor um dia
Também tinha seu fim
Essa vida vida é mesmo assim
Não penses que estou triste
Nem que vou chorar
Eu vou cair no frevo que é de amargar.
Eu já arranjei outra morena bonita
Anda bem vestida, cheia de laço de fita
Gosta de mim com toda emoção
E já se diz a dona do meu coração.
Eu bem sabia que esse amor um dia
Também tinha seu fim
Essa vida vida é mesmo assim
Não penses que estou triste
Nem que vou chorar
Eu vou cair no frevo que é de amargar.
Minha morena sempre diz, quando me vê
– Gosto de você, não sei como e porque.
Me faz carinhos a todo momento
Porém eu tenho medo do seu juramento.
Tenho uma coisa pra lhe dizer
Mas não digo não porque faz mal ao coração.
Tenho uma coisa pra lhe dizer
Mas não digo não porque faz mal ao coração.
Não confessarei o meu segredo
Só porque você é convencida
Pois se eu lhe contar você vai rir
E sem querer eu vou chorar por você, minha querida.
Tenho uma coisa pra lhe dizer
Mas não digo não porque faz mal ao coração.
Tenho uma coisa pra lhe dizer
Mas não digo não porque faz mal ao coração.
Eu sei que você gosta de outro
Mas eu lhe queria mesmo assim
O meu coração eu lhe darei
Porém com uma condição, se você disser que sim.
VIVA CAPIBA !
https://youtu.be/Rub8b_02duM?si=sgSt9w6-a5SMbFLN