Arte urbana na Imbiribeira. E a reposição das árvores erradicadas pela Aena?

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Quem passa pela Avenida Mascarenhas de Moraes, mais conhecida como Avenida Imbiribeira, vai se defrontrar com uma novidade. É que o muro que contorna o Aeroporto Internacional dos Guararapes conta agora com uma galeria de arte a céu aberto. A ação tornou-se possível devido a uma parceria entre a Prefeitura do Recife e a Aena.

A Aena é a empresa de origem espanhola que administra o terminal aeroviário. O projeto foi viabilizado por meio da Secretaria de Turismo e Lazer (Setur-L), com articulação do Gabinete de Inovação Urbana (GIURB). Mas o novo cartão postal da cidade ainda está ganhando vida, pois a pintura dos murais deve ser concluída até 17 de junho.

Muro do Aeroporto começa a ganhar novas cores, mas o arame farpado… quebra qualquer poesia, não é?

Através da arte urbana, o projeto alia cores intensas a elementos da cultura local, conectando visitantes à identidade pernambucana logo na chegada à capital. A iniciativa conta com o apoio das Tintas Iquine, que doou parte dos materiais utilizados.

A execução dos murais artísticos está sob a coordenação do Gabinete de Inovação Urbana do Recife, responsável por convocar 14 artistas previamente credenciados no edital do programa Colorindo o Recife. De acordo com a PCR, a curadoria e a execução das obras estão sendo acompanhadas de perto pelo Gabinete, garantindo que os painéis reflitam a identidade cultural da cidade e dialoguem com o público de forma criativa.

A Aena está pintando os muros do Aeroporto. E o cemitério de árvores em que deu? Foi feita a compensação?

Para Ed Ruas, chefe do Gabinete de Inovação Urbana, “é importante que os turistas tenham esse cartão de visitas dos nossos talentosos artistas logo na chegada. É um pouco do que eles vão ver em toda cidade através do Colorindo o Recife e dos Megamurais.” O diretor-geral da Aena, Joaquín Rodríguez, destaca que a concessionária já desenvolve um projeto de sense of place (sentido de pertencimento) dentro dos aeroportos e agora leva o conceito também para a área externa.

Particularmente, gosto muito de arte urbana, que tem o poder de alegrar paisagens marcadas por aridez ou degradadas pela selva de concreto em centros urbanos. Mas esse arame farpado em cima do muro quebra a suavidade das cores. Lembra  até o extinto Muro de Berlim, ou aquele que separa as fronteiras do México e dos Estados Unidos. Tem mais.  Falta à Aena, repor as mais de 40 árvores que erradicou daquela via tão movimentada. A gente sabe do arboricídio coletivo. Lembram dele? Mas a reposição, foi feita? Quando, onde, como, com que espécies? Como houve a compensação? Com a palavra a Aena e a Prefeitura.

Leiam mais sobre Aena e arte urbana nos links abaixo.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Uenni/ PCR e Chico Bezerra/ Divulgação/ Acervo #OxeRecife

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Um comentário

  1. Pensei a mesma coisa em relação ao arame farpado, que além de ser horroroso em sua poluição visual ainda lembra terríveis acontecimentos como o já citado muro de Berlim e campos de concentração.
    A pintura,sem dúvida, dá um tom de leveza e alegria,mas inadmissível o descaso com o arboricídio ocorrido no percurso do muro e a falta de reposição de mudas para dar vida,sombra e bem estar.

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