Que coisa mais fofa e linda… Ainda mais na Região Norte, onde culturalmente esses bichinhos integram a gastronomia local. Certa vez, uma amiga estava no Amazonas em missão cultural, e deparou-se com uma panela na cozinha de um estabelecimento, cheia de tartaruguinhas, que iriam virar sopa. Com pena dos quelônios, colocou os bichinhos no chão para que fugissem. Mas a dona da panela chegaria logo depois, sem desconfiar da trela da pernambucana, e as colocaria na fervura. Triste, não é? Mas nem tudo está perdido.
No primeiro trimestre de 2026, mais de 10 mil filhotes de tracajás (foto acima) foram devolvidos à natureza na Região Norte, por iniciativa do Projeto Pé-de-Pincha, que é desenvolvido pelo Programa de Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e patrocinado pelo Instituto Claro desde 2014. Nas solturas que tiveram início em fevereiro, foram devolvidos à natureza mais de 10 mil filhotes nas comunidades Santo Antônio, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São José e Lago Preto. E, durante o mês de março, as solturas foram realizadas nas comunidades Brasil 2, Pirainha, Tracajás e Tucunaré, todas no estado do Amazonas.

Criado em 2010, o projeto Pé-de-Pincha visa proteger os tracajás e o seu habitat, por meio da transferência dos ovos da espécie, que são colhidos por voluntários nas secas dos rios e levados para áreas protegidas, onde os filhotes são monitorados enquanto aguardam a época das cheias para a reintegração ao ecossistema local. Além desta ação, a parceria com o Instituto Claro envolve a participação de outras instituições e apoio da população ribeirinha destas comunidades por meio da educação ambiental.
Tudo feito por meio de palestras e treinamentos realizados por especialistas da Universidade Federal do Amazonas, Prefeituras e órgãos parceiros como IBAMA e Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Além do apoio de equipes técnicas da Claro e do Instituto Claro durante todo o processo. “Cada soltura representa um novo passo para a preservação ambiental e a sustentabilidade das comunidades. Por isso, acreditamos tanto nesse projeto. Esse compromisso reflete a atuação contínua do Instituto Claro em apoiar iniciativas alinhadas à nossa missão de conectar pessoas para um futuro melhor”, afirma Daniely Gomiero , Diretora de DHO – Desenvolvimento Humano Organizacional, Cultura e Sustentabilidade na Claro e Vice-Presidente de Projetos do Instituto Claro, OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que desenvolve projetos educativos e ambientais.
Nos links abaixo, mais informações sobre tartarugas e outras espécies de quelônios.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Diivulgação / Instituto Claro/ UFAM
