Inteligência artificial a serviço da saúde. É que a Universidade Federal de Pernambuco anunciou um sistema com IA que é capaz de ajudar no diagnóstico do Mal de Alzheimer. A ferramenta foi desenvolvida por Gilson José Alves, pesquisador e Professor do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). E acaba de ser apresentada no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pelo pesquisador e professor do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) Gilson José Alves.
No Brasil, estima-se que 1,2 milhão de pessoas convivam com Alzheimer. ‘A ferramenta que analisa sinais cerebrais para reconhecer padrões característicos da doença, oferecendo suporte às equipes médicas na identificação precoce e no acompanhamento dos pacientes. E propõe o uso de Redes Neurais Artificiais (RNA), uma técnica de inteligência artificial capaz de reconhecer padrões complexos. Essa técnica interpreta registros de eletroencefalograma (EEG), um exame que capta as ondas elétricas do cérebro. Ao examinar essas ondas, o sistema consegue distinguir pessoas saudáveis daquelas com Alzheimer e também diferenciá-las de pacientes com outros tipos de demência, como a frontotemporal.
A pesquisa tem como orientador o professor Marco Aurélio Benedetti Rodrigues e coorientador o professor Renato Evangelista de Araújo. “Vários exames são usados para o diagnóstico de doenças neurológicas, mas o EEG se destaca por ser de baixo custo e não invasivo. Isso o torna acessível à grande maioria da população”, explica Gilson, pesquisador do Laboratório de Interface Homem-Máquina (LIHOM), do Departamento de Eletrônica e Sistemas (DES) da UFPE.
O grupo de estudo é voltado ao desenvolvimento de tecnologias para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Essa característica foi determinante para o desenvolvimento do sistema, que tem como proposta usar exclusivamente os sinais de EEG para auxiliar no diagnóstico da Doença de Alzheimer. O pesquisador destaca que o objetivo foi criar uma ferramenta capaz de reconhecer padrões cerebrais típicos da doença e classificá-los, automaticamente, inclusive em seus estágios iniciais. O sistema foi testado em 36 pessoas com Alzheimer, 23 com demência frontotemporal e 29 saudáveis.
Os registros cerebrais foram processados digitalmente, passando por etapas de filtragem e análise que permitiram isolar as faixas de ondas mais relevantes para o estudo. O sistema proposto analisa os sinais cerebrais após o processamento e realiza a classificação automática entre indivíduos portadores e não portadores da doença, conseguindo, inclusive, identificar alterações associadas aos estágios iniciais do Alzheimer. Após isso, o sistema foi testado com 50 participantes selecionados aleatoriamente da base de dados, o que permitiu avaliar seu desempenho na prática.
Os resultados foram considerados promissores: o modelo alcançou 94% de acurácia (precisão) e 80% de sensibilidade ao identificar pacientes com Alzheimer, demonstrando alto potencial para aplicação em diagnósticos complementares. “Nosso objetivo é, de alguma forma, contribuir para diminuir o sofrimento dos atingidos por essa doença. O Alzheimer afeta profundamente não só o idoso, mas também seus familiares mais próximos. Quando a doença é identificada em sua fase inicial, a equipe médica consegue antecipar terapias que retardam sua evolução”, destaca Gilson José Alves.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação / UFPE

Notícia muito animadora,pois sabemos o quanto é difícil um diagnóstico preciso do Alzheimer e esse sistema criado pela IA irá agilizar a obtenção de resultados precisos e de maior alcance para a população. Aplausos para p pesquisador e professor Gilson Alves do Instituto Federal.