Porto de Galinhas: Moradores e veranistas reclamam de praça fantasma

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O cartaz, colocado em um dos locais de maior movimento, na praia de Porto de Galinhas, é bem explícito:  “Encontrou alguma irregularidade na praia? Ipojuca no ZAP, 99209-7852”. Então é hora de reclamar ou mesmo buscar informações na Prefeitura daquele município, localizado no Litoral Sul e no qual fica o balneário mais famoso e disputado por turistas no Estado.  Com águas mansas em boa parte de sua extensão, areias brancas e finas, e uma boa infraestrutura hoteleira, Porto de Galinhas nem sempre é o paraíso que se espera.

Possui favelas, ruas sem calçamentos que enchem de lama a cada inverno, o saneamento é insuficiente ou inadequado, e já houve até registro de despejo de esgoto doméstico à beira-mar. Também há denúncias de extorsões por parte de barraqueiros, que cobram os olhos da cara a turistas na areia da praia.  Tem mais: deixa a desejar, quando o assunto é organização urbana, com praças fantasmas. Ou seja que praticamente só existem no papel. E que, mesmo assim, deixam em dúvida se realmente serão implantadas ou se ficarão para o “Dia de São Nunca”, como diz a gíria. Agora mesmo, moradores e veranistas  do Loteamento Merepe informam ao #OxeRecife que estão sem entender mais nada, porque o terreno onde deveria funcionar uma praça tem uma área fechada com tapumes e nem sinal de alguma obra nesse sentido. “Não há nenhuma placa indicando que ali haverá uma obra pública, o que é exigido em lei”, reclama uma moradora do local.

Veranistas da Rua dos Baobás, no Loteamento Merepe, que fica na praia do Cupe também engrossam o rol de dúvidas.  Limitada por duas vias laterais – as ruas Coqueiro e Cerejeira –  a Rua dos Baobás fica no Lote D2, atrás do qual existe o terreno onde deveria ser uma área arborizada, com equipamentos de lazer, bancos para descanso. Ou seja, uma praça,  não só por necessidade de área verde mas também como forma de fortalecer os laços entre a própria comunidade.

Outdoor conclama a população a denunciar irregularidades nas praias de Ipojuca. E a praça fantasma?

De acordo com os veranistas, o cercado foi colocando antes do carnaval,  perdurava nos dias da festa e ainda estão lá. “O tapume está colocando dentro do espaço da praça”, reclama uma moradora da Rua dos Baobás. “Mas até a semana passada, não havia placa nenhuma indicando o que nela será feito”. A veranista teme que a praça seja indevidamente ocupada por terceiros ou por usos inadequados do próprio poder público. Que seja não, já é. Pois o que deveria ser uma área para lazer vem sendo usada como estacionamento. E agora, com os tapumes, o temor quanto ao futuro uso aumenta. Com a palavra, a Prefeitura de Ipojuca, pois moradores e veranistas temem perder o que deveria ser uma cada vez mais necessária área verde.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: enviadas por veranistas de Porto de Galinhas

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