Sinceramente, fico muito triste quando vejo uma cena dessa. Ainda mais tão pertinho de minha casa. Mas não é só no meu bairro não. É em todo canto. E nem sempre a culpa é da Prefeitura do Recife. É verdade que ainda há muito o que fazer na nossa cidade, no quesito separação de lixo. Os próprios “ecopontos” (ou PEVs – pontos de entrega voluntária) espalhados em calçadas e praças – recebem os descartes de recicláveis, porém tudo junto e misturado. Isso é ruim, pois deseduca boa parte da população. Não deve ser assim. Tem que haver compartimentos separados para papel, latas, plásticos, vidros (esses os mais difíceis). Como, aliás, ocorre em locais mais civilizados, quando o assunto é limpeza urbana.
Porém atirar tralhas no meio da rua, em rios, açudes, lagoas é um verdadeiro absurdo. Até porque a própria Prefeitura oferta serviços de recolhimento de materiais decorrentes de podas, construção civil ou volumosos, como é o caso desses móveis, que foram deixados em uma calçada da Rua Dois Irmãos, defronte da Igreja de Nossa Senhora das Dores, pertinho do Açude de Apipucos, no qual a população costuma atirar sofás, carcaças de geladeiras, cama, colchão, o diabo. No caso de Apipucos, há um PEV bem pertinho, na comunidade do Areal, que recebe esse tipo de tralha. Uma vez por semana, no final da Rua da Aliança, quase à margem do Rio Capibaribe, o caminhão da Emlurb passa lá para recolher. Ou seja, talvez a menos de 50 metros de distância dessa bagunça da foto. Os recifenses não tomam mesmo jeito…

Em algumas festas de rua, a campanha Recife Limpa tem distribuído panfletos sobre o destino do lixo. Também tem site, explicando como agir corretamente. Se cada cidadão fizer a sua parte, muita coisa vai melhorar. Lembremos: o lixo comum, aquele caseiro, é recolhido na porta-a-porta. Os recicláveis – papel, papelão, plástico, metal e vidro – podem ser destinados a PEVs ou ecoestações (aquelas que também recebem volumes maiores).
Temos 16 ecoestações espalhadas em vários bairros para receber restos de podas e materiais volumosos como sofás, mesas velhas, colchões, geladeiras, pneus, até óleo de cozinha usado, vidros, baterias. O cidadão pode acionar a Prefeitura, também, pelo whatsapp (81) 991171407. No site recifelimpa.recife.pe.gov.br você pode saber onde ficam as 16 ecoestações, que estão espalhadas em bairros como Arruda,Imbiribeira, Torrões, Ibura, Campo Grande, Torre, Cohab, Totó, Santana.
Em alguns casos, há parcerias com entidades para coleta de materiais como eletrônicos, baterias, óleo de cozinha, pneus, vidros planos e parabrisas, entre outros. Ou seja, só deixa lixo na rua – como nas fotos – quem quer sujar mesmo. Aquele povo sem noção e sem cidadania. Até mesmo na própria sede da prefeitura há um coletor, no andar térreo, para recebimento de materiais eletrônicos, por exemplo, que tantos prejuízos causam à natureza.
Atenção: as Ecoestações, que já somam 16 unidades espalhadas pela cidade, funcionam de segunda a sábado, das 8h às 16h, oferecendo serviço gratuito para o descarte de até um metro cúbico de resíduos por dia; o equivalente a uma caçamba pequena ou dez sacos de 100 litros. É possível entregar entulhos, móveis, recicláveis, pneus, eletroeletrônicos, óleo de cozinha, roupas e outros itens, com destinação correta e reaproveitamento. O Recife triplicou o número de PEVs (Pontos de Entrega Voluntária), totalizando 150 (o que não chega a ser tanto, para o tamanho da cidade); dobrou as papeleiras (de 3,3 mil para 6,3 mil); ampliou em 50% o cadastro da coleta seletiva porta a porta; e mantém a cobertura de 100% da coleta domiciliar.
Nos links abaixo, mais informações sobre lixo e reciclagem
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Texto e fotos: Letícia Lins /#OxeRecife

É lamentável ver uma foto com essa !
Infelizmente a população não colabora,apesar de tantas informações e campanhas realizadas sobre coleta e destino desses entulhos. Falta de educação, de civilidade e de punição adequada. Vale ressaltar que isso acontece nos mais bairros, inclusive os considerados”nobres” .