“Comvida”: Área sob Viaduto Capitão Temudo ganha “urbanismo social”

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Usar espaços normalmente inóspitos sob os viadutos não chega a ser uma experiência inédita. Tanto do ponto de vista das populações carentes quanto por parte dos órgãos oficiais. No Recife, há áreas sob elevados  com arte urbana, quadras e outros equipamentos, como ocorre nas proximidades da Vila Vintém, em Casa Forte. Na nossa cidade, esse tipo de iniciativa acaba de ganhar o  nome de “Comvida”,  com “um novo conceito de urbanismo social”, segundo afirma a Prefeitura do Recife. O primeiro “Comvida” foi entregue  nesta terça-feira (21/10) na Vila do Papel, que fica no Bairro de São José.

A comunidade é conhecida por conta de sua situação de vulnerabilidade social. E acaba de ganhar uma área de 14 mil metros quadrados – sob o Viaduto Capitão Temudo – com equipamentos que incluem quadras, academia de ginástica, praça da infância, anfiteatro, pista de cooper. O Capitão Temudo é aquele que liga a Zona Sul ao centro expandido do Recife.  De acordo com o Prefeito João Campos, há 2 mil moradores beneficiados. A Prefeitura informa que a comunidade também passa por um processo de urbanização integrada, com drenagem, esgotamento sanitário e pavimentação, realizadas pelo programa ProMorar.  Este constrói no momento um novo habitacional, o São José, que contará com 252 apartamentos divididos em sete blocos, de olho no projeto de transformação da comunidade.

Antes subutilizada, área sob Viaduto Capitão Temudo e entorno ganha equipamentos urbanos: “Comvida”

O terreno do habitacional fica próximo ao viaduto Capitão Temudo, na Rua Lourenço da Silva. A obra já começou e tem investimento de R$ 48 milhões. O Comvida foi dividido em setores para atender as demandas dos moradores. O primeiro setor é o de comércio e serviços, que conta com área para feirinhas móveis, pista de cooper, um anfiteatro e uma academia do idoso. O segundo tem espaço esportivo, com três quadras, poliesportiva, de vôlei de areia e de tênis, vestiário e uma praça da criança. O terceiro, que será entregue até o final do ano, terá estacionamento, pista de skate e área para eventos.

Durante o evento,  prestigiado por autoridades e da população local, também foi anunciada a segunda etapa do projeto, que prevê a ampliação do equipamento, da Rua Imperial à Avenida Sul. “Até então, esse espaço embaixo do viaduto Capitão Temudo não tinha utilidade pública, e agora se transforma em um grande complexo de lazer de R$7 milhões”, afirmou o Prefeito João Campos. “Além disso, temos a urbanização da Vila do Papel, com R$9 milhões investidos em infraestrutura e um habitacional de R$48 milhões”, destacou, referindo-se ao Habitacional São José.

“Projetos como este beneficiam toda a cidade, transformando áreas antes marginalizadas em espaços de cidadania e convivência. Este é o primeiro exemplo e queremos levar essa experiência para outras regiões”, diz o Prefeito João Campos. Realmente dar equipamentos comunitários e novas cores ameniza a arquitetura normalmente hostil sob os elevados. Que o diga Eduardo Antônio Costa, 59, morador há  30 anos da Vila do Papel. Cansado de ver a desolação do local onde reside, criou o projeto social Resgatando a Infância, que há 14 anos transforma a vida das crianças da comunidade. Com recursos do próprio comércio de água e gás, ele construiu quadras e espaços de lazer até então inexistentes, em uma área antes marcada pela violência e esquecida pelo poder público. “Isso aqui era um dos piores locais do Recife, mas conseguimos dar uma nova vida à comunidade”, contou ao comemorar as novas  intervenções. Já era tempo mesmo. 

Crianças ganharam quadras mais sofisticadas sob o viaduto do que as implantadas pela comunidade

Nos links abaixo, mais informações sobre viadutos e e intervenções como as praças da infância.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Edson Holanda / PCR

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