Coordenadora do Grupo Pernambuco Sustentável, Rachel Lins divulgou, dia desses, postagens mostrando praias de Alagoas, onde a restinga é preservada de pisoteios e protegida com passarelas de madeira que, suspensas, evitam danos à vegetação rasteira da areia, aquela que impede a erosão à beira-mar e que deveria ser mantida em todo o Litoral.
Esta aliás, poderia ser a regra, como ocorre em praias urbanas Sergipe e Alagoas (foto abaixo). Por que lembrei disso agora? Porque quando vou à praia de Boa Viagem, fico impressionada como o mar está jogando a areia junto ao paredão do calçadão (foto acima). E também como a faixa onde ficam barraqueiros e banhistas encontra-se cada dia mais estreita no principal cartão postal do Recife, na Zona Sul.

Nem é preciso consultar especialistas, para observar as diferenças dos tempos de minha infância e a situação que que ocorre agora. Pois a mudança está na cara. Tirando a faixa de areia de parte do Pina, que é mais larga e onde ainda há vegetação, em Boa Viagem ela parece estar cada dia mais árida e estreita. Boa Viagem e Pina são as duas únicas praias da capital pernambucana.
Na foto abaixo, já próximo ao terminal de Boa Viagem, onde não há mais presença vegetal, as construções avançam para a areia da praia e o asfalto passou por cima da área antes ocupada por espécies herbáceas, arbustivas e arbóreas. No passado, essas areias eram cobertas por plantas como o salsão de praia, mas as passarelas que poderiam protegê-las hoje são na verdade escadas colocadas sobre essas pedras brutais, colocadas pelo poder público com a finalidade de “barrar” o avanço do mar em direção ao continente. Na verdade, a natureza cobra o que lhe foi retirado, sempre, não é? Quer retomar o seu espaço.

Essa situação da foto acima pode ser vista com frequência, no trecho que fica ali nas proximidades da Praça de Boa Viagem, à altura do terminal. Não há mais vegetação, e essa muralha de pedras tem a finalidade de “proteger” a avenida e as construções de luxo do avanço do mar. O que, com certeza não ocorre com tanta intensidade em áreas como as da foto abaixo, documentadas por Rachel, no Litoral de Alagoas.
“Olhem como deve ser uma passarela de restinga na orla”, adverte Rachel, com toda razão, ao postar as fotos do Litoral alagoano. “É assim que deveriam ser os acessos às praias”. Sim, é assim que deveria ser. Mas no Recife, infelizmente, não é. Nem mesmo no Pina, onde ainda resta alguma vegetação rasteira, típica de beira-mar, que tinha mais é que ser mantida. Na foto abaixo, praia urbana, em Maceió, onde a vegetação de restinga é protegida por cercas. No Recife, no entanto, há pedras onde devia haver o verde, não é?

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Letícia Lins / #OxeRecife e Rachel Lins / Pernambuco Sustentável
O Recife só faz enriquecer os “animadores de auditório” de seus Prefeitos nestes últimos 24 anos, e, nesse Revezamento Societário e de Cumplicidade de Tutores do Caos do Recife de PT e PSB, eles estão assinando em Conjunto, sob a Prevaricação, Omissão e Crime de Lesa Patrimônio Público de todos os entes Fiscalizadores Constitucionais e Institucionais da Cidade, o Atestado de Óbito da Cidade do Recife. A quem devemos reclamar? Será que vão colocar a culpa em Lolita…..”Quem não não conhece Lolita não conhece o Recife…””??? Será que vão colocar a culpa no Bolinha de Cambará um escravo que vendia pelas ruas do Recife seus docinhos deliciosos, e, que muitas vezes ia tomar um café lá em casa no começo da noite do meu Amado Bairro de São José ???? O que me envergonha é o silêncio da Mídia, bem paga, pelas Empresas de Marketing, para elogiar o Caos Institucionalizado com truques de IA para enganar trouxas. Os Jornais de Pernambuco matam de vergonha a História do Recife, e, se ao menos deixassem o Cidadão criticar o desastre que mora na Cidade suja e insegura e com desastres ambientais provocados por gestão temerária e sem a fiscalização devida desde a Câmara Municipal do Recife, basta ver as fotos desta reportagem, nem isso, a Censura tá grande e a História do Jornalismo pernambucano tá maculada por isso que chamam “Imprensa Democrática Progressista que cala o Cidadão e a Cidadania” e assume a Cumplicidade nos Crimes de toda a natureza dos que estão destruindo a outrora 3a. Capital do Brasil . ROUBARAM O RECIFE DE MIM !
Muito interessante seu texto Letícia. Que copiamos as soluções inteligentes dos nossos vizinhos!
Realmente, não vemos mais nenhuma vegetação na praia de Boa Viagem. Aridez total,muros e faixas de terra cada vez mais reduzidas.
Que diferença para Alagoas,que cuida da vegetação de restinga com medida simples mas muito eficaz.
Isso é responsabilidade com o meio ambiente: adotar medidas concretas que preservam a vegetação rasteira e consequentemente evitam a erosão.
Lembro que na década de 70,em frente ao edf.Transatlântico,existia uma imensa faixa de areia, com muita vegetação .Era tão bonito…
E, para completar , jangadas ficavam na areia proporcionando um belo cenário.