Pernambuco, via CPRH, devolveu 2.520 animais à natureza em 2025

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É cada dia maior, a presença de animais silvestres nas redes sociais. Internautas e influenciadores têm usado os bichinhos em busca cada vez maior de likes,como se não fosse crime mantê-los em cativeiro. Alguns chegam a ser incomodados, catucados e até acordados no meio do sono. São macacos vestidos como se fossem gente, comendo chocolate e outras guloseimas totalmente inadequadas; jabutis em cativeiro (até mesmo sendo balançados em parques públicos pelos tutores); pássaros em gaiolas; papagaios e araras em ambientes domésticos, iguanas e outros lagartos andando pelas casas; lontras dormindo com “tutores”, em camas e redes. Até mesmo capivaras são vistas, acomodadas em sofás.

Por esse motivo, é da maior importância o trabalho que a Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH) vem fazendo em Pernambuco, ao reintroduzir animais à natureza. Só em 2025, foram 2.520  devolvidos à vida selvagem, a maior parte no Agreste e no Sertão. São animais provenientes de operações contra o tráfico (545 em 2025), de repatriamentos ou mesmo por estar em situação irregular de cativeiro. Uma vez recolhidos, os animais passam por triagem, podendo ser imediatamente liberados ou preparados para voltar ao ambiente de onde nunca deveriam ter saído. O acolhimento ocorre no Cetras Tangará, que fica no bairro da Guabiraba, e no qual os bichinhos são acompanhados e medicados quando necessário.

Animais silvestres não são pets, e devem ser mantidos na natureza. Ou liberados, em caso de cativeiro ilegal

Os números de solturas e operações foram divulgados nesta semana, durante as comemorações dos 49 anos da instituição. Na cerimônia, foi lançado o livro “Refúgio de Vidas Silvestre Mata do Sistema Gurjaú”, concretizado com apoio da CPRH. O livro, com 209 páginas, é uma obra coletiva, composta por 34 estudiosos e coordenada por seis pesquisadores. A publicação traz uma visão minuciosa da biodiversidade do refúgio, além de propostas psicopedagógicas divididas em nove capítulos com dados sobre 123 espécies e contou com o apoio de 28 instituições nacionais e estaduais.

Durante a cerimônia, foi informado quem em 2025 foram liberadas 12 mil licenças ambientais. Ao discursar na solenidade, a vice-governadora Priscila Krause destacou que, desde o início da gestão Raquel Lyra, salientou que o “é um agente indutor do desenvolvimento de Pernambuco, que deixou de ser um entrave para o setor produtivo e passou a ser parte da solução”. É aí que também mora o perigo. É preciso que as licenças ambientais sejam liberadas com critério e não com pressa, para que a natureza não seja ainda mais prejudicada, nesses tempos de tantos eventos climáticos extremos. Também preocupa a situação dos nossos cursos d´água, cada vez mais entulhados de dejetos domésticos, que transformam nossos rios, lagoas e canais em esgotos a céu aberto. E não vejo ninguém ser punido nem multado por conta disso… Onde está a CPRH nessa situação?

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Acervo CPRH

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2 comentários

  1. Aplausos para o CPRH ao promover a inserção dos animais silvestres no seu habitat natural.
    Realmente triste ver as postagens nas redes sociais com animais tratados de forma caricatural,servindo de diversão e mantidos em cativeiro,uma perversidade.
    Porém, concordo que o CPRH tem sido pouco rigoroso na emissão de licenças ambientais,algumas sem qualquer critério técnico e o resultado é escancarado nos nossos canais,rios, lagoas e córregos que são em sua imensa maioria verdadeiros esgotos a céu aberto.E o que faz o CPRH para coibir isso? Quem é punido?

  2. É preciso mais fiscalização e punição nessa área ambiental, em todos os níveis, veg5e animais. Punições e multas que desestimule o crime. Realmente Letícia, a licença ambiental tem que ser muito criteriosa e cuidadosa, não apressada.

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