Prefeituras excluem vulneráveis nos planos municipais de saúde

Compartilhe nas redes sociais…

Nada menos de 16 dos 184 municípios pernambucanos não possuem nenhuma política de saúde para atendimento a populações vulnerabilizadas, universo que inclui moradores de rua, indígenas, ciganos, negros, pessoas com deficiência, grupo LGBTQIAPN+ e população dos campos, florestas e águas. Há outra informação preocupante: entre os 30 que ostentam maiores percentuais de PCDs no estado, cinco não possuem serviços específicos para as demandas desse grupo.

Ou seja, nessas cidades, inclusão é zero. É o que mostra um estudo promovido pelo Ministério da Saúde, que acusou “um cenário que evidencia fragilidades no planejamento local”.  E que inclusive “reforça a necessidade de adoção de políticas regionais qualificadas, capazes de promover respostas equitativas às demandas da população de  pessoas com deficiência”. O estudo foi realizado em todo o país, entre os anos de 2022 e 2025 e buscava responder se há equidade no atendimento do SUS.

Pernambuco: Dezesseis municípios esqueceram vulneráveis (incluindo PDCs) em seus planos de saúde

Para debater o tema em busca de ações mitigadoras para aqueles problemas, a  Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realiza nesta quarta-feira (6/08) uma audiência pública, que vai debater o atendimento à saúde no estado a populações em situação de vulnerabilidade. A audiência, no auditório Sérgio Guerra, estava prevista para 14h30, na sede Alepe. Mas a assessoria de imprensa informou pela manhã que foi antecipada para 10h, e já está ocorrendo. Segundo a nota técnica do Ministério da Saúde, os planos de saúde são importantes porque representam um instrumento de gestão municipal, evidenciando as políticas e programas a serem executados por um período pré-determinado.

Porém cuidados como os destinados por exemplo a PCDs e à população em situação de rua passam longe das atenções de várias Prefeituras do estado. Por isso, um dos objetivos da audiência pública na Alepe está incentivar as cidades a incluir essas populações nos seus planos municipais do quadriênio 2026 a 2029. Os planos têm validade de quatro anos. O mais recente foi realizado de 2022 a 2025. O estudo do MS revelou que esses grupos encontram barreiras no acesso e na qualidade dos serviços de saúde, oriundos das desigualdades sociais, econômicas, culturais e territoriais.

Segundo a chefe do Serviço de Articulação Interfederativa e Participativa do MS, Roberta Amorim, “é fundamental trazer as populações de vulnerabilidade mais para perto dessa elaboração. Estamos no ano de construir novos planos e o SUS tem essa característica do controle social”, destaca. “A gente pensou não em melhorar o plano que acaba neste ano, mas incrementar os próximos. Vamos discutir como podemos qualificar a construção do próximo quadriênio”, conclui.

Veja outras ações da Alepe  nos links abaixo

Leia também
Participe da campanha da Alepe para doação de livros aos pacientes do IMIP
Alepinha Literária ganha prêmio nacional: Literatura e cidadania para crianças
Coleção Alepinha: livro “Cheia de Direito” dá recado contra o trabalho infantil
Restauração do antigo prédio da Assembleia Legislativa começam
Alepe desencadeia “juntos nos cuidados”: outubro rosa e novembro azul
Coleção Alepinha: livro “Cheia de Direito” dá recado contra o trabalho infantil
Sem FPM não há pão: Movimento vai parar prefeituras e Assmbleia Legislativa
Assembleia inaugura exposição em homenagem a Joaquim Nabuco
Assembleia Legislativa pode proibir homenagem a pessoas ou ideias de extrema direita
Assembleia Legislativa oferece curso gratuito de tecnologia a idosos
Assembleia Legislativa volta ao virtual
Assembleia Legislativa vai ofertar Orelhão Digital
Os múltiplos papéis de um parlamentar junto à população
Assembleia Legislativa retoma sessões presenciais com precaução
Assembleia Legislativa tem primeira candidata trans
Inteligência Legislativa e Polícia Civil investigam ameaças contra Rosa Amorim
Frevo, rock e hardcore na Assembleia
Projeto de lei cria política estadual de telhados verdes
Sanfoneis fazem protesto na Alepe contra desvalorização do forró pé-de-serra
De bicicleta, Circuito Frei Caneca lembra os 200 anos da Confederação do Equador e os 189 da Revolução de 1817
Programa Alepe acolhe rende os primeiros frutos

Alepe: Passeio ciclístico tem sorteio de bike
Viva Lia! A partir de hoje a cirandeira é tema de exposição na Alepe
Alepe aprova pacote de reajustes
Ações de cidadania na Alepe
Fique por dentro das ferramentas das redes sociais nas próximas eleições
Governo anuncia aumentos
Cachês garantidos para profissionais do carnaval do Recife e interior
Assembleia vai ter orelhão virtual. Você sabe o que é?
Assembleia Legislativa retoma ações presenciais com precauções
Cama de frango dá confusão no interior
“Fala Pernambuco”: Demandas chegam ao Governo de Pernambuco
Deficit de abastecimento Falta d´água afeta pujança da avicultura
Lei sem jurisdiquês no celular
Corona: votação remota na Alepe
Os múltiplos  papéis do parlamentar
Projeto da Assembleia ganha prêmio
Câmara abre microfone para o povo
Frevo,  rock e hardcore na Assembleia
Justiça substitui audiência por registro audiovisual

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Hans Von Manteuffel e  Genival Paparazzi) / G.F.V Paparazzi / ZAP (81)995218132)/ gfvpaparazzi@gmail.com (Acervo #OxeRecife)

Continue lendo

Carnaval inclusivo: Abertas inscrições para Rei e Rainha do Carnaval para PCD

Censura a Padre Júlio Lancellotti deixa brasileiros indignados: abaixo-assinado

Cavani Rosas: Arte com crítica social há 53 anos e a “miséria nunca acaba”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.