Inteligência Legislativa e polícia civil investigam ameaças contra deputada Rosa Amorim (PT)

 Inteligência Legislativa e polícia civil investigam ameaças contra deputada Rosa Amorim (PT)

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É triste que, em pleno século 21, a sociedade ainda se defronte com  situações como a que envolve a deputada estadual Rosa Amorim (PT), primeira parlamentar estadual eleita em Penambuco representando o MST, movimento em que foi criada, educada e formada. Rosa (na foto, de cabelo preso) é filha de Jaime Amorim (de boné). Ele é uma das lideranças mais expressivas do MST no Brasil. Nesse mês de agosto,  a parlamentar recebeu em sem e-mail institucional um recado com ameaças de estupro “corretivo” , como forma de corrigir sua opção sexual, já que ela é lésbica.

Ela já fez boletim de ocorrência, para que a Polícia apure quem são os responsáveis pela ameaça. E a sociedade espera que sejam punidos.  Tal ato deve ter partido daqueles mesmos que, logo após as eleições do ano passado, vandalizaram o Centro de Treinamento do MST em Caruaru, município localizado a 130 quilômetros do Recife e onde fica a sede regional do MST. Durante aqueles atos criminosos, os autores da ação deixaram marcas com  a suástica e o nome “mito”.

“Mito” é como os seguidores e eleitores de Jair Bolsonaro chamavam o ex-capitão, felizmente não reeleito, e devem fazer parte daquela mesma horda que invadiu as sedes dos poderes em Brasília, em defesa de um golpe de estado. A nova  ameaça vem repercutindo nas redes sociais, incluindo nas de políticos, que prestam solidariedade a Rosa.  Ontem à noite, a Assembleia Legislativa distribuiu uma nota, em que “repudia qualquer ato de violência ou intimidação”. Infelizmente só agora, oito dias após a deputada ter prestado queixa à polícia (segundo ele, na Delegacia de Crimes Cibernéticos).

A Alepe informou, ainda, que “por determinação da Mesa Diretora da Casa, estão sendo tomadas as  medidas legais cabíveis contra as ameaças feitas à Deputada Rosa Amorim”. Na mesma nota, a Alepe informa que “o Superintendente de Inteligência Legislativa (Suint), Delegado Geral Ariosto Esteves, já iniciou a investigação”. E que “as equipes estão aprofundando os dados para identificar, junto com a Polícia Civil, a autoria das mensagens”. Estas foram enviadas quando Rosa se encontrava em Brasília, acompanhando a chamada Marcha das Margaridas.

Para os que não lembram: Decisão do Supremo Tribunal Federal equipara racismo à homotransfobia. A Constituição Federal também apregoa o respeito aos direitos humanos e à diversidade. Baseado nesses argumentos, o Tribunal Regional Federal da Sexta Região determinou em julho a retirada de vídeos das em suas redes sociais do Pastor André Valadão. Neles,  o “pastor” dizia que “Deus odeia o orgulho” (gay) e que “se pudesse, Deus mataria a população LGBTQIAP+”. Ainda incitava os fiéis a “irem para cima” daqueles que escolheram opções sexuais com as quais o pastor não concordava. Vamos ver, no Recife, qual o rumo que a polícia civil dará ao caso Rosa. A ameaça à deputada pernambucana não parece ser uma ação isolada. Pois  nesta semana, a vereadora Mônica Benício (Psol) registrou queixa-crime na polícia civil do Rio de Janeiro, pelo mesmo tipo de ameaça: “estupro corretivo”. A queixa  estána Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.  Mônica é viúva da Marielle Franco (1979-2018), socióloga, ativista e vereadora que foi assassinada após denunciar ação de milícias no RJ.

Abaixo, você tem mais informações sobre o MST e sobre  atos de violência, praticados por pessoas ligadas à gestão passada.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação / Acervo #OxeRecife

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