Manuel Bandeira, em tamanho gigante e em miniatura, chama atenção na União

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Antes ocupando pedestais, muitas das estátuas espalhadas pelo Brasil ficam, agora, ao nível do chão, o que provoca grande interação com o público. No Rio de Janeiro, por exemplo, são muito solicitadas as de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), na Avenida Atlântica, Copacabana; e Brigite Bardot (1934-2025), em Búzios, também no Rio. Ambas são atrações turísticas e geralmente procuradas pelo público para fotos, tanto nos tempos analógicos quanto após o advento das selfies.

Em Itapoã, na Praça Vinícius de Morais, na Bahia, a interação é grande com as estátuas de Dorival Caymmi (1914-2008) e do próprio Vinícius (1913-1980). No Recife, há interação, também, com as estátuas de João Cabral de Melo Neto (1920-1999) e com a de Reginaldo Rossi (1944-2013), ambas no bairro da Boa Vista, área central da cidade. Mas na capital há uma outra figura que vem provocando interação com os passantes, mas não é uma estátua. E sim, um boneco gigante do poeta Manuel Bandeira (1886-1968). O poeta, que estaria completando 140 anos nesse mês de abril, virou uma das atrações do Espaço Pasárgada, que fica na Rua da União, onde ele viveu parte da infância, na casa do avô.

O Espaço preserva sua memória no ambiente que marca maior presença no poema “Evocação do Recife”, em que fala de sua infância na Rua da União e no Bairro da Boa Vista, com muita nostalgia. De terno preto e camisa branca, o bonecão passa o dia na janela do casarão secular,  com as mãos imensas dando para a rua. E chama muita atenção. “Algumas pessoas vêm despreocupadas caminhando pela calçada, e se assustam quando se deparam de repente com o boneco na janela”, diverte-se Juliana Albuquerque, gestora do Espaço, que não sabe a quem atribuir a autoria do gigante já no patrimônio da casa, quando ela  assumiu.

Uma graça, esse “Bandeirinha” na forma de marionete, de autor desconhecido. Fiquei encantada com ele.

“Normalmente o que acontece é o contrário. Tem gente que passa e volta, “aperta” a mão dele para cumprimento e tem  até aqueles que lhe pedem a bênção”, conta. O bonecão chama a atenção. E  em fevereiro deste ano  foi às ruas, quando disputou a tradicional Corrida de Bonecos Gigantes de Olinda, onde chegou em terceiro lugar. Passada a folia, e de roupa lavada e passada, retornou ao lugar de sempre, na janela, “contemplando” a rua do Recife de sua infância.  O gigante, no entanto, não é o único boneco do poeta, em exposição no Espaço Pasárgada. Há um outro, pequenino, que chama a atenção dos visitantes. Esse da foto central, que é uma graciosa marionete.

“Este, também, tirei a roupa, lavei, vesti e o coloquei neste lugar, bem visível”, diz Juliana. “Procurei o nome do criador, mas não há assinatura”. Ela pretende usar o boneco articulado para fazer pequenas apresentações no Espaço Pasárgada, para divulgar mais a vida do poeta e sua obra, principalmente para grupos de estudantes. Quando assumiu o espaço, a marionete já estava lá. Mas ninguém sabe sua autoria. O corpo técnico do Pasárgada gostaria muito de descobrir quem foi é o “pai” desse gracioso bonequinho. Alguém sabe?

No vídeo abaixo, boneco de Manuel Bandeira fica em terceiro lugar em corrida de bonecos gigantes, em Olinda. E nos links, mais informações sobre o poeta.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Letícia Lins / #OxeRecife
Vídeo: Espaço Pasárgada

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