Fique de olho: O peixe-leão é uma praga e já ameaça até Fernando de Noronha

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Depois do Coral-Sol, outra ameaça ronda o ecossistema marinho brasileiro: o peixe-leão, animal exótico e considerado perigoso não só para as espécies que vivem no mar como também para os seres humanos. O peixe-leão é o cão: devora “somente” 20 peixes em meia hora (inclusive aqueles do seu tamanho), libera 30 mil ovos e pode inocular veneno nos banhistas.

Ele é nativo dos oceanos Índico e Pacífico, sendo encontrado, naturalmente, por exemplo, próximo à Austrália. E, como invasor, da costa leste dos Estados Unidos até a Venezuela. No Brasil, há ocorrências de aparição do animal no Pará e em Fernando de Noronha (PE). Logo onde…. Por não serem reconhecidos por suas presas, que não apresentam instinto de defesa, o peixe-leão tem uma alta capacidade de se alimentar. É insaciável. Tem aparência curiosa, possuindo 18 grandes espinhos na região dorsal, que podem inocular um veneno nocivo aos humano, porém não causa morte em pessoas saudáveis.

Para alertar a população, pescadores e mergulhadores, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou campanha com informações sobre o peixe-leão no final de semana. A campanha traz orientações para quem for vítima da espécie, inclusive orientado o banhista ou pescador a passar água quente no local afetado para dificultar a ação do veneno. Assim como procurar atendimento médico o mais rápido possível.  As peças informativas foram produzidas em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), sendo lançadas   no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação CEPNOR, do Instituto, em Belém (PA).

Depois do exótico coral-sol (que vem sendo removido em PE), o ambiente marinho tem outra ameaça: o peixe-leão

A ideia é que o material (como cartazes e panfletos) seja distribuído a turistas, pescadores e mergulhadores de áreas costeiras prioritárias, com o objetivo de orientá-los caso avistem a espécie. Para pescadores, os informativos alertam que o animal não deve ser devolvido ao mar. Os materiais também pedem que o peixe seja entregue à unidade mais próxima do ICMBio. A campanha ainda orienta mergulhadores a registrar junto ao ICMBio a aparição da espécie. A dica é anotar o nome do local onde o peixe foi visto e a profundidade, além de, se possível, fotografar e filmar.

As peças informativas ainda contam com um QR Code para comunicar os casos. Basta apontar a câmera do celular para o código e aparecerá um formulário do instituto para preenchimento. Acesse aqui o material: https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/baixe-gratuitmente-os-materiais-informativos-sobre-o-peixe-leao.  É preciso, no entanto, mais do que uma campanha. E mais informação. Se o pescador que capturou o peixe-leão não tiver condições de entregar o animal a um órgão competente, faz o quê? Enterra? Incinera? Ele é comestível?

A espécies no Brasil, como o baiacu que não servem de alimento. São até devolvidos ao mar. Mas em alguns países orientais, ele é tido como uma iguaria. Porém, é preciso perícia para tornar o baiacu comestível. Há chefes especializados no preparo do peixe. No caso do peixe-leão, até então desconhecido para os brasileiros, ninguém sabe nem como preparar. Mas em alguns países ele é consumido, como no México.  Em Pernambuco, já ocorrem expedições para retirada de coral-sol da nossa costa, pois ele coloca em risco a vida dos corais nativos, tão importantes para os ambientes marinhos. Com o peixe-leão, no entanto, deve ser uma operação mais difícil já que, diferente dos corais, que são fixos, o bicho fica rodando, fazendo seus estragos. Complicado, não é?

Abaixo, você confere outras informações sobre ambiente marinho inclusive sobre o coral-sol.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Fernando Rodrigues/ MMA/ Divulgação e Semas-PE/ Acervo #OxeRecife

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