Exposição “Vidas em Cordel” bate recorde no Recife e é prorrogada

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Geralmente os museus são destinados a famosos, artistas, escritores, príncipes, imperadores, obras de arte, antiguidades, pré-história. Mas tem museu que mostra gente como a gente. Gente contemporânea, como nós. Talvez seja esse o motivo de tanto sucesso da exposição “Vidas em Cordel”, em cartaz no Museu Cais do Sertão, e que acaba de ser prorrogada, depois de ter atraído quase 70 mil visitantes, número superior ao movimentando em São Paulo, a maior capital do Brasil. Diante da grande demanda, a expô fica em cartaz até 18 de janeiro.

Em SP, foram 28 mil espectadores e 216 histórias gravadas no Museu da Língua Portuguesa, onde a mostra ficou em cartaz. No Recife, foram 720 relatos gravados na cabine disponibilizada para colher depoimentos de quem passa pelo local e quer ali deixar seu registro. E um público maior do que o dobro do computado em SP.  A intenção dos organizadores em prorrogar a mostra no Recife é aproveitar o período de férias e recessos de fim de ano, para que a população possa conhecer histórias estampadas como xilogravuras e poetizadas em cordéis por artistas de Pernambuco e de outros estados. E talvez seja esse o segredo do sucesso da exposição no Recife, uma vez que os nordestinos em geral, e o pernambucano em particular, têm grande identidade com a linguagem e a estética da Literatura de Cordel. No nosso estado, os folhetos são usados até nas salas de aula, em campanhas educativas e para disseminar cuidados sanitários.

A mostra em cartaz no Cais do Sertão apresenta as histórias em grandes painéis ilustrados pelas xilogravuras, acompanhadas de minibiografias e textos sobre a arte do cordel. O projeto já percorreu cinco estados e atraiu milhares de visitantes presencialmente e outros 190 mil online. A exposição tem distribuição gratuita de cordéis, oferece QR Codes com propostas interativas, reserva espaço “instagramável” para postagem de fotos nas redes sociais e conta com cabine de gravação para registro das histórias dos visitantes – instantaneamente integradas ao acervo do Museu da Pessoa. Quem ceder a própria narrativa recebe cartela de adesivos automáticos e um cartaz exclusivo. A visitação é das 10h às 16h, nas terças e sextas, e das 13h às 18h, aos sábados e domingos.

“Vidas em Cordel”, exposição em cartaz no Museu Cais do Sertão, foi prorrogada: histórias em xilogravuras

A exposição “Vidas em Cordel”, promovida pelo Museu da Pessoa e com patrocínio oficial da Petrobrás, costura a literatura popular ao ofício da xilogravura para retratar, em versos e imagens, indivíduos célebres ou anônimos cujas trajetórias incríveis ressoam e dignificam a pluralidade da cultura, do pensamento e do modo de ser do brasileiro. As obras ocupam a sala Todo Gonzaga, no 2ª andar do Centro Cultural Cais do Sertão (Recife Antigo). As obras expostas presencialmente também podem ser acessadas ao lado de conteúdos exclusivos pela internet – pelo endereço memo.museudapessoa.org/vidas-em-cordel.

A página disponibiliza informações complementares sobre os personagens retratados e proporciona uma experiência de contemplação distinta. A Programação Cultural do Museu da Pessoa é viabilizada pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura, por meio do Ministério da Cultura, com patrocínio oficial da Petrobras e patrocínio do Mercado Livre e 3M. As ações ainda contam com apoio financeiro do BNDES e parceria do Museu Nacional dos Povos Indígenas, da Funai, e do Centro Cultural Cais do Sertão, equipamento do Governo de Pernambuco, gerido pela Secretaria de Turismo e Lazer, via Empetur.

Uma informação: O Museu da Pessoa (www.museudapessoa.org) é um instituto virtual e colaborativo fundado em São Paulo em 1991, com o objetivo de registrar, preservar e transformar histórias de vida de toda e qualquer pessoa em fonte de conhecimento, compreensão e conexão. O Museu da Pessoa conta com um acervo de mais de 18 mil depoimentos em áudio, vídeo e texto e cerca de 60 mil fotos e documentos digitalizados de brasileiros e brasileiras de todas as regiões, idades, classes e atividades. Desde seu início, sua plataforma virtual contabiliza mais de 2.500.000 acessos únicos.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Divulgação/ Museu da Pessoa e Museu Cais do Sertão / Acervo #OxeRecife 

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