Milícia privada, MST e ação solidária

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Viva o MST. Que está dando um belo exemplo de solidariedade. O Governo Federal comemorou o Dia do Agricultor (28/7) estimulando o uso de armas no campo, ao postar em suas redes sociais um “agricultor” portando uma arma e que lembrava mais um jagunço do que produtor de alimentos . Um verdadeiro representante de milícia privada, ainda comum hoje nas grandes propriedades de terra. Nessa quinta (29/7), o MST  deu o troco, distribuindo  treze toneladas de alimentos em regiões periféricas da Região Metropolitana.

“É muito importante pra gente dizer ao governo Bolsonaro que enquanto ele promove a violência, a gente escolhe a solidariedade. E que nós estamos produzindo, mesmo com pouco nenhum incentivo  para agricultura familiar camponesa”, diz Paulo Mansan, da Coordenação Estadual do MST, movimento que é demonizado pelo Presidente e seus seguidores. A entrega teve início no final da manhã, no Armazém do Campo, no centro do Recife.

Além de distribuir marmitas e alimentos para as populações carentes,o MST que plantar 100 milhões de árvores no Brasil.

E depois a doação seguiu para ser distribuída para a Rede de Banco Populares de Alimentos da Campanha Mãos Solidárias. Além disso, mil marmitas serão distribuídas para população em situação de rua do Recife.   “A ação do movimento em solidariedade entre trabalhadoras(es) do campo e  cidade, principalmente com a escalada da fome no país”, informa o MST, lembrando que” mesmo com o desmonte das políticas de soberania alimentar e agricultura familiar, desde o início da pandemia, o MST já doou mais de 1 milhão de marmitas e 5 mil toneladas de alimentos”.

Conhecido pelas suas marchas e pela ocupação de terras, o MST vem mudando de estratégia nos últimos anos, com a disseminação da agricultura orgânica, a criação dos armazéns do campo  e também com ações sociais – como o Marmita Solidária – para garantir comida a populações carentes que foram afetadas pela pandemia, e que estão em situação de insegurança alimentar. Também está desenvolvendo ações ambientais. Em novembro do ano passado, deu início ao plantio de mudas nativas para reflorestamento de áreas desmatadas. O objetivo é chegar a 100 milhões de árvores plantadas.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: MST / Semas-PE

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