A Avenida Norte – que liga o bairro da Macaxeira ao de Santo Amaro, cortando pelo menos treze outros – já não é um primor, quando o assunto é arborização. Para falar a verdade, o seu ponto mais verde fica ali na altura do Buriti, onde há um canteiro central repleto de palmeiras e outas árvores, o que confere um certo conforto térmico a quem tramita por ali.
Tirando essa área, a aridez é grande e piorou na gestão passada, quando foi feita um “canteiro” central, onde só há postes, nenhuma plantinha, nem mesmo pés de espirradeiras, que não crescem muito, como aquelas que dividem (ou dividiam?) as duas pistas do Cais José Estelita, que está sendo alvo de um novo traçado.
No sábado, 19/7, decidi andar até o Morro da Conceição, para treinar um pouco caminhada em subida. E ao transitar entre o Descontão e o Largo Dom Luís, me deparo com essa cena triste. Mas uma árvore eliminada da paisagem da cidade. Não era de grande porte, mas mesmo assim, vai fazer falta no Recife da emergência climática em que vivemos.

Pela aparência, a planta foi mesmo alvo de arboricídio e como sempre acontece com esse tipo de vítima, o alegrete já virou um depósito de lixo. Reposição urgente! Ela ficava na calçada de um templo evangélico. No caso, uma sede da Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada à direita de quem vem no sentido subúrbio centro.
Mas os vizinhos do templo não souberam a quem atribuir o arboricídio. Em todo caso, está feito o registro aqui na série #paremdederrubarárvores, que virou campanha permanente contra a ação da motosserra insana e o arboricídio, e a favor do verde e de maior arborização no Recife.
Nos links abaixo, mais perdas na parte baixa e em altos Casa Amarela. Como vocês podem perceber, o rombo é grande no patrimônio verde do Recife. E olhem que para não alongar muito, não computei aquelas do bairro da Macaxeira e de outros trechos da Avenida Norte. O fato de Casa Amarela mostrar tamanho desfalque não significa, no entanto, que seja um dos bairros mais prejudicados pela motosserra insana. É que, como moro na Zona Norte, sempre ando por essas bandas e vejo os tocos nos meus caminhos. O levantamento do #OxeRecife não tem critério científico, mas é feito com cuidado jornalístico: faço a foto, data do registro e localização dos arboricídios ou de quedas de árvores.
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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife
