Amiga e leitora aqui do #OxeRecife, telefona dizendo que tinha uma surpresa para mim. Era, aliás, uma tripla surpresa. Por acaso ia passar na casa dela e, lá chegando, ganhei três mini bolos juninos: um de mandioca, um Souza Leão e ainda um pé-de-moleque. E, no caminho da ida – ao passar na Avenida Rui Barbosa – dei uma parada para mais um registro de nova vítima de arboricídio, ali no bairro do Parnamirim.
Quando volto para casa, com meus bolinhos, recebo um Zap da mesma pessoa. “Você já viu o tocão, defronte da Serpro, na Rui Barbosa?”, indaga minha amiga, um das que costumam enviar denúncias sobre as árvores banidas da paisagem, devido à ação da motosserra insana, que está pondo em risco o patrimônio verde da cidade. Ela costuma caminhar, como eu, e diz que sente as perdas quando se defronta com “clarões”. E alerta: “Já é a segunda perda em uma mesma calçada, naquele trechinho”. Não, não é. É bem mais, conforme vocês podem constatar no Leia também.
O trechinho a se refere é aquele entre o Edifício Parnamirim (278) e a esquina da João Tude de Melo, na calçada ao lado oposto à da Serpro. Informo a ela que sim, que havia visto o que restou da árvore, e que inclusive já tinha fotografado, e anotado o endereço, para colocar aqui no triste inventário das árvores desaparecidas da cidade, através da série #paremdederrubarárvores“, que terminou virando aqui uma campanha de caráter permanente. A amiga lembra, ainda, que a árvore dava conforto térmico a vendedores ambulantes que costumavam ficar na esquina onde a planta foi sacrificada.
Triste, ver o Recife sendo pelado desse jeito. Eu, hein… E esse esgoto escorrendo aí ao lado do toquinho, hein… Que coisa feia! Nos links abaixo, você confere outras perdas no bairro do Parnamirim, ou ao longo da Avenida Rui Barbosa, que corta vários bairros, como Parnamirim, Jaqueira, Graças, Parque Amorim. Vejam só a quantidade das árvores que sumiram na área em foco. Não são poucas não, e as reposições nas áreas perdidas são bem mais. As perdas são maiores. Mas não as cito aqui porque, às vezes, acontece que quando chegou no local o alegrete já foi cimentado ou feito o destocamento da vítima de arboricídio. E isso é porque o Recife já vive estado de emergência climática… Imaginem se assim não fosse!
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Mais um arboricídio! Absurdo total….
E pensar que estamos em plena campanha da COP 30, onde será debatida a emergência climática no mundo. Então , de repente, nos deparamos com essa cena , a barbárie da destruição, do desmatamento.
Parnamirim e Casa Forte eram os bairros mais verdes da cidade e têm sido vítimas da motosserra insana sem piedade. Triste!