Parem de derrubar árvores (315)

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Nesta semana, me telefonou uma pessoa, que reside em Casa Forte. Ela mora nas imediações da Praça Rádio Jornal do Commercio, que fica próxima ao Plaza Shopping e ao Big Bompreço. Era umas 22h , e ela avisou. “A motosserra insana ( a expressão pegou, pelo que vejo) está comendo solta, aqui perto, na Rua Agrestina”, disse a leitora. “Há umas duas horas que ela está em ação”.

Passei lá na manhã seguinte, e vi a bagaceira. Mas dessa vez não foi arboricídio, nenhum “assassinato” deliberado de árvore. E a motosserra, infelizmente, precisava agir. É que uma castanheira imensa que tombou. Ela ficava nos jardins de edifício situado na esquina da Rua Agrestina com a Dezessete de Agosto, em Casa Forte.

Árvore teve que ser esquartejada para desobstruir a Rua Agrestina, onde tombou. Ficava em área particular.

A árvore caiu com toda força, por cima do muro, chegando a retorcer suas grades de ferro. Ela era tão alta que, ao arriar, obstruiu toda a via. Foi preciso chamar os órgãos oficiais, para fazer a desobstrução. Uma pena, quando uma árvore cai. Mas a gente se conforma. Mas a remoção completa ainda não ocorreu  e as duas calçadas da via estavam completamente tomadas por “postas” de tronco, galhos, folhagens.

Qualquer vida tem começo, meio e fim. Então, ela cumpriu seu ciclo natural. Espero que – já que fica em área particular – logo, logo , o condomínio em questão faça a reposição. Talvez até com uma espécie mais leve, de menos risco. São muitas as recomendadas para jardins, que não oferecem riscos às edificações.

Cada árvore adulta que cai faz muita falta, principalmente em uma metrópole, como é o Recife, que vem se transformando em uma selva de concreto. Mesmo não tendo sido guilhotinada de forma deliberada, a árvore ganha registro no #OxeRecife, que cumpre sua missão de notificar aqui todas as perdas verdes da cidade. Sejam em áreas públicas ou privadas. De “morte morrida ou morte matada”, como diz a definição popular.

Nos links abaixo, você confere outras perdas em Casa Forte.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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