O lado social do Baile Municipal

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Desde meus tempos de criança, sempre gostei muito mais do carnaval de rua do que o dos clubes. Nas ruas, pelo menos na infância e na adolescência, a gente via bois, caluas, maracatus, blocos, troças, caboclinhos, corso, sem falar nos carros alegóricos que movimentavam as ruas de Vitória de Santo Antão, onde costumava passar a festa, quando menina.

Nos clubes – como o Leão e o Camelo (também em Vitória), ou o Internacional (no Recife) – a gente só via orquestra, fantasias, confete e serpentina. E lança-perfume, claro, que perfumava o ambiente dos bailes.  Até hoje, carnaval bom para mim é o democrático, de graça, sem cordão de isolamento nem abadá no asfalto.  Mas tem quem  prefira prévias fechadas (cada vez mais caras) ou bailes tradicionais, tipo Bal Masquê ou Municipal.

Baile Municipal do Recife seguiu o tema da decoração carnavalesca do  centro  e contou com artistas circenses.

A julgar pelas informações e fotos que recebi do Municipal, encerrado na madrugada deste domingo, a festa oficial lembrou o carnaval de rua, pois contou até com presença do centenário Bloco das Flores e artistas circenses, já que o tema do carnaval 2020 do Recife é o circo. Pelo que recebi, parece ter sido uma festa linda. De acordo com a Prefeitura, o baile no Classic Hall atraiu 13 mil pessoas, com sete  horas de frevo e folia.

No entanto, mais do que o brilho da festa, o que importa é a sua função social. Em 2020, o Baile Municipal rendeu R$ 500 mil em doações para instituições beneficentes do Recife, que trabalham com seriedade. Entre eles:  Associação Beneficente Amiguinhos, o Instituto de Assistência Social Dom Campelo (IASDOC), o Centro Social Dom João Costa, a União de Mãe de Anjos, a Tribo Indígena Carijós do Recife e a Fundação Alice Figueira. Desde 2013, a renda do baile, cuja venda de ingressos é beneficente, reverteu cerca de R$ 3,65 Milhões para 45 instituições.  Viva a solidariedade, portanto. Só não foi divulgado se o bolo foi dividido em partes iguais, ou se houve instituição que ganhou mais do que as outras.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Andréa Rego Barros / Divulgação / PCR

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