“Jardim Ancestral”: Documentário mostra presença do baobá em Pernambuco

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Considerada a “árvore da vida”, o baobá é originário da África, mas foi “adotado” pelos recifenses e pelos pernambucanos. São tantos espalhados pelo Estado que, às vezes, a gente até perde as contas. Seriam centenas.  Só no Recife, hoje, somam 150, de acordo com pesquisa realizada por Ana Sofia e Mateus Guedes, através do Projeto Raízes, que consistiu em levantamento audiovisual inédito de boa parte dos baobás pernambucanos, incluindo os da capital. O inventário imagético dos nossos baobás está disponível no site www.osboabas.com.br.

A “viagem” pelos baobás, no entanto, não ficou só nisso. Conhecidos pela imponência estrutural, pela longevidade (podem durar mais de 3 mil anos) e pelo seu aspecto sagrado,  o baobá virou tema do documentário “Jardim Ancestral”,  com direção e roteiro do próprio Mateus e direção de produção de Ana Sofia. O curta, ainda inédito, convida o público à reflexão sobre a espécie  e proteção desse tipo de árvore. No Recife, há 14 que são tombadas. “O filme nasce da vontade e do desejo de celebrar a força, a imponência e a beleza dos baobás do Recife e de Pernambuco”, diz Mateus. “São árvores que habitam aqui o nosso território e guardam histórias profundas, que são símbolos da resistência da cultura negra no nosso estado”, acrescenta. Dos seis baobás retratados no filme, quatro ficam no Recife: Praça da República (bairro de Santo Antônio); Praça Adolpho Cirne, ao lado da Faculdade de Direito (Boa Vista),no centro.

Dos quatro, os outros dois abordados e mais afastados da Região Central, são os do Jardim do Baobá (Graças); e da Encruzilhada. Os dois bairros ficam na Zona Norte da capital. Fora do Recife, aparecem dois em Ipojuca, na Região Metropolitana. Um em Porto de Galinhas e outro em Suape, duas das praias mais conhecidas do Litoral Sul. Em Pernambuco, só há uma espécie de baobá, a “Adansonia digitata”, que ocorre em países como Sudão, África do Sul, Angola e Moçambique.

O curta é inspirado na pesquisa, mas no filme a abordagem é poética.  E no roteiro  do documentário os atores convidados –  Orun Santana, Mestre Meia Noite e Lottus Santana – interpretam avô, pai e filho percorrendo o caminho dos baobás e discutem as origens do povo negro, o significado religioso dos baobás. O filme está pronto, mas permanece inédito. E os diretores pretendem levar o documentário para festivais nacionais e internacionais, com toda a força e magia do baobá, árvore que além de sagrada é, também, agregadora.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: José Rebelatto /Divulgação / Jardim Ancestral

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