Dia Nacional do Frevo em grande estilo: Bloco da Saudade, Cariri e Homem da Meia Noite nas ruas

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Frevooooooooooooooooooooooo. Hoje, 14 de setembro, comemora-se o Dia Nacional do Frevo, ritmo duplamente consagrado: como “patrimônio imaterial” do Brasil (pelo IPHAN) e  da humanidade (pela Unesco). E ele merece. O que seria de Pernambuco, sem o frevo, ritmo que é a cara do estado e da maior festa popular do Recife e que tanto contribui para enriquecer nossa cultura? Para assinalar a data, o Paço do Frevo anuncia comemoração em grande estilo, com encontro de gigantes, porém importados da cidade vizinha de Olinda: o Homem da Meia Noite e o Cariri Olindense. Mas também haverá presença de agremiação recifense, o tradicional Bloco da Saudade. As celebrações ocorrem a partir das 19h, em frente ao Paço do Frevo, e abrem oficialmente a programação dos dez anos de funcionamento do Museu, o que ocorre em 2024. A primeira agremiação a animar o público será aquele tradicional bloco lírico, com orquestra sob o comando do Maestro Bozó. O Bloco da Saudade foi fundado em 1973.

Mas a movimentação começa cedo. Ao longo do dia, para entrar no clima, o  Paço, centro de referência em salvaguarda do frevo estará com programação especial e entrada gratuita para todos os públicos, além de funcionar em horário ampliado, das 10h às 21h. Para reverenciar a história do Frevo, o equipamento cultural receberá o público com Doses de Frevo, que são visitas mediadas abordando aspectos históricos e curiosidades sobre o 14 de Setembro. Em dois horários: às 10h e às 14h, basta chegar. E tem mais: ao longo do dia, haverá Vivências em Música, pela manhã, às 10h30, 11h20, 12h e 12h40, e Vivências em Dança, à tarde, às 14h30, 15h20, 16h e 16h30. São aulas curtas para todo mundo aprender os passos básicos e o ritmo essencial do Frevo.

O Bloco da Saudade vai hoje às ruas levando à população a música dos carnavais passados: frevo com pau e corda.

O Frevo é uma manifestação com o privilégio de ter dupla celebração, com duas grandes datas de referência. Além do famoso 9 de Fevereiro para os pernambucanos, há a data nacional do 14 de Setembro, instituída em 2009. A diferença entre esses dois dias: O 9 de Fevereiro marca o primeiro registro da palavra “Frevo”, encontrada em publicação de 1907 pelo historiador Evandro Rabelo. Foi no Jornal Pequeno, do Recife, um dos grandes jornais da época, ao noticiar a programação carnavalesca de várias agremiações. Já o 14 de Setembro, que também faz referência à imprensa, homenageia o nascimento do jornalista Osvaldo de Almeida, que contribuiu de forma significativa para a circulação do vocábulo “Frevo” na mídia.

Às 20h, acompanhado da Orquestra do Maestro Carlos, o Clube Carnavalesco de Alegoria e Crítica O Homem da Meia-Noite virá em desfile pela Rua do Bom Jesus. A passear com sua fantasia verde e branca, irá animar o Dia Nacional do Frevo ao mesmo tempo em que, pela Rua da Guia, virá a Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense, a mais antiga de Olinda, de 1921. Com suas cores azul e amarela, sairá pegando tudo o que a vista alcança, acompanhada da Orquestra do Maestro Oséas, um dos homenageados do Carnaval de Olinda este ano. Ao final dos cortejos simultâneos, os dois gigantes, Homem da Meia-Noite e Cariri, se encontrarão em frente ao Paço do Frevo num momento apoteótico, quando as orquestras também se juntarão para executar muito frevo rasgado. O Cariri surgiu em 1921. Já o Homem da Meia Noite apareceu como uma dissidência do Cariri, em 1932 como uma troça. Quatro anos depois, seria transformado em clube de crítica e alegoria.

Fundado em 1921, o Cariri Olindense vai movimentar as ruas do Recife Antigo: Dia Nacional do Frevo

“O frevo é um patrimônio que é do mundo, sempre abrindo alas para encontros inesquecíveis, escrevendo a história – e também a reinventando. O Frevo é assim. Nosso e da humanidade, das nossas cidades-irmãs, das ruas e do povo. Não devem faltar celebrações para esta manifestação plural, em ritmos, passos e acordes, mas também única na resistência e no lugar que ocupa em cada coração recifense. O Frevo tem força e vitalidade para fazer a reestreia, a qualquer tempo, de todos os carnavais. Reunindo, juntando, mostrando que a nossa festa é, na verdade, mais do que uma confraternização, é uma alegre celebração à vida”, afirma o secretário de Cultura do Recife, Ricardo Mello.

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SERVIÇO
Dia Nacional do Frevo
Paço do Frevo com entrada gratuita, das 10h às 21h
Doses de Frevo às 10h e às 14h
Vivências em Música, às 10h30, 11h20, 12h e 12h40
Vivências em Dança, às 14h30, 15h20, 16h e 16h30
Bloco da Saudade, às 19h
Homem da Meia-Noite e Cariri Olindense, às 20h

Paço do Frevo – Praça do Arsenal da Marinha, s/n, Bairro do Recife, Recife
Horários: Terça a sexta, 10h às 17h | Sábado e domingo, 11h às 18h
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia) – entrada gratuita às terças-feiras
*Confira aqui a política de gratuidade do museu

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Hugo Muniz /Divulgação / Paço do Frevo

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Um comentário

  1. Maravilha Letícia!! Uma ótima pedida! Ainda por cima ainda ficamos com mais informações sobre esse que é o ritmo maior chamado FREVO!!!

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