Chalés das Quatro Marias a caminho da restauração. Mas processo demora

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Abandonados durante décadas, em ruínas ao ponto de quase desabar, os famosos Chalés do Carmo, mais conhecidos como os Chalés das Quatro Marias, finalmente vão ser restaurados. Foi o que anunciou o Governo de Pernambuco, que acaba de lançar edital de licitação para a futura recuperação dos prédios.  Mas não é para já, porque até lá há um longo caminho burocrático a se percorrer.

O edital de licitação ainda é para contratação de empresas especializadas na elaboração de projetos técnicos de restauração, que apontam as necessidades e os custos da reforma. Construídos no século 19, os imóveis deverão sediar duas entidades: o Centro de Difusão do Carnaval e uma nova sede para o Conservatório Pernambucano de Música.

A medida de dar uso aos prédios históricos restaurados é acertada. Porque não adianta restaurar imóveis tombados, se não lhe dão novas atribuições. Se não tem utilidade nem ocupação, vem a decadência como acontece, por exemplo, com os prédios do centro do Recife, como a antiga sede do Diário de Pernambuco e o Colégio Pinto Júnior. E foi exatamente o que aconteceu com os icônicos casarões, que sediaram desde departamentos do fórum de Olinda até uma das edições da Casa Cor (em 2011). E que, desde então, ficaram sem uso nem ocupação.

Tradição: Sítio de Pai Adão, localizado no bairro de Água Fria, também é alvo de edital visando restauração

Em 2022, foram cedidos pelo governo estadual para o Clube Elefante de Olinda, que não conseguiu  recursos para recuperar o conjunto. Os “Chalés das Quatro Marias”, compõem a paisagem litorânea do bairro do Carmo, em Olinda, cidade Patrimônio Mundial. Os imóveis representam um exemplo marcante da arquitetura eclética da época.  Na verdade, o edital contempla dois lotes distintos. É que além dos chalés (R$ 460.372), o edital inclui um segundo lote, para restauração e requalificação do Terreiro de Pai Adão (Ilê Obá Ogunté), localizado no município de Água Fria, Zona Norte (R$335.489).

Segundo a Fundarpe, os projetos foram estruturados com base em programas de necessidade apresentados pelas comunidades envolvidas e por especialistas em patrimônio cultural. “Com esta ação, o Governo de Pernambuco reafirma seu compromisso com a valorização dos bens tombados e o fortalecimento das políticas públicas de cultura e patrimônio em todo o Estado”, informa a Fundarpe. Os projetos de restauração dos patrimônios tombados integram ações da governo estadual com apoio do Novo PAC Seleções. O edital está disponível no Portal PE Integrado, com prazo de entrega de propostas até até 10h do dia 2 de setembro de 2025.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Eduardo Cunha / Secult – PE

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2 comentários

  1. Como é possível que imóveis tão importantes fiquem nesse estado?
    E mesmo já tendo abrigado órgãos públicos, nada se fez para preservá-los.
    E estando em Olinda, cidade Patrimônio que deveria cuidar com rigor do seus imóveis.
    Mas, agora vamos aguardar que essa última decisão para restauração seja de fato,concretizada.

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