Lindo de morrer e alvo de uma restauração que o deixou por dez anos fechado, entre 2000e 2010 – demora que gerou protestos entre a população e produtores de cultura – o Teatro do Parque completa 110 anos com programação movimentada, que inclui atrações para todos os gostos e idades: concerto; apresentações de bandas, corais e cantores; trupe circense e até filme. O aniversário ocorre no dia 24 agosto, mas a programação começa bem antes, de forma dupla: na quarta-feira (20/8), às 10h, tem concerto aula da Banda Sinfônica do Recife, com animação do Palhaço Nicolino para a meninada. À noite, tem mais, para público de todas as idades.
É que às 19h da mesma data, a Banda volta ao palco para concerto oficial da temporada, dessa vez com convidados: O Coral Edgard Moraes e o cantor Almir Rouche. Todos os eventos terão acesso gratuito, com retirada de ingressos uma hora antes, na portaria do teatro. O #OxeRecife” informará as atrações posteriores, em detalhes, nas datas das apresentações. Toda a programação é gratuita, mas a exceção fica por conta da do filme “O Último Azul”, do recifense Gabriel Mascaro, cuja pré-estreia acontece na sexta (22/8). Os ingressos foram vendidos pela Vitrine Filmes e já esgotaram. Sobre o concerto da Banda Sinfônica, às 20h da quarta-feira, o repertório contemplará erudição e popular. Começa com o Movimento 1 da “Sinfonia N° 3 Dom Quixote”, de Robert Smith. Depois, até os medleys “West Side Store”, com as músicas “Tonight”, “America” e “Mambo”, de Leonard Bernstein; além de “Selections from Encanto”, de Lin-Manoel Miranda, com seis composições: “The Family Madrigal”, “We Don’t talk about Bruno”, “Two Oruguitas”.
E ainda, “Surface Pressure” e “Waiting In a Miracle”. Na sequência, executando arranjos de um de seus ilustres integrantes, o Maestro Spok, a Banda executará dois medleys pernambucaníssimos: “Edgariando”, com frevos de Edgard Moraes (“A Dor de uma Saudade”, “Alegre Bando” e “Valores do Passado”) e “Pout-pourri de Capiba”, com as músicas “De Chapéu de Sol Aberto”, “Cala a Boca Menino” e “Bela”.
O programa, que será regido pelo maestro convidado Fabiano André, contará com mais dois medleys: “Earth,Wind & Fire Medley”, com as músicas “Fantasy”, “September” e “Let’s Grove”; e o saudosista “Eighties Flashback”, com clássicos nos anos 1980, como “Triller” (Michael Jackson), “Time After Time” (Cyndi Lauper), “Eye of The Tiger” (Survivor), “Up Where Ele Belong” (Joe Coker) e “You Tive Love a Bad Name” (Bon Jovi).

No Serviço, você pode conferir as atrações que vão rolar até o dia 24 de agosto, quando se encerram as comemorações. Bem que a Prefeitura e o Recentro poderiam dar uma atenção ao entorno do Teatro do Parque, durante os festejos dos 110 anos, para não passar vergonha. Pois tirando a tradicional casa de espetáculos, o que se vê nos arredores é de partir o coração de quem ama a cidade. Incluindo o antigo Hotel do Parque, que integrava o complexo com a casa de espetáculos e está à míngua. Infelizmente.
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Serviço
O quê: TEATRO DO PARQUE – 110 ANOS
Quando: de 20 a 24 de agosto
Quanto: acesso gratuito (exceção para o filme “Último Azul”,ingressos já esgotados)
Endereço: Rua do Hospício, 81, Boa Vista
Programação
Dia 20/08 (Quarta-feira)
10h – Concerto aula para crianças da rede pública de ensino
20h – Concerto da Banda Sinfônica do Recife, com participação do cantor Almir Rouche
Dia 21/08 (Quinta-feira)
19h – Espetáculo de dança “Nações Africanas”, do Bacnaré
Dia 22/08 (Sexta-feira)
19h – Pré-estreia do filme “Último Azul”, de Gabriel Mascaro
Dia 23/08 (Sábado)
17h30 – Espetáculo de dança “Revinda”, de Rebeca Gondim (no jardim do teatro)
19h – Show “NadadeNovo”, da banda Mombojó
Dia 24/08 (Domingo)
16h – Espetáculo circense “Picadeiro Pernambuco”, da trupe Carcará
17h30 – Espetáculo teatral “Luiz Lua Gonzaga”, do Grupo Magiluth (no jardim do teatro)
Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Hélia Scheppa /Divulgação / PCR

Maravilha. Teatro lindo, merecida programação. Mas, você bem disse Letícia, está na hora da Prefeitura dar uma olhada para o entorno do teatro. Uma vergonha. fui ao espetáculo, 30 anos do grupo Sagrama, o show terminou quase 22hs, um horror a saída, todo mundo tenso, não vi policiamento, ruas desertas, a praça Maciel Pinheiro muitos drogados perambulando, um horror.
Excelente programação em comemoração aos 110 anos doTeatro do Parque,uma relíquia que deve ser preservada com muito zelo,amor e responsabilidade.
Infelizmente,o entorno do teatro é de fazer vergonha aos que frequentam aquela bela casa de espetáculo ou mesmo aos cidadãos que transitam naquele perímetro, tão abandonado pelas diversas gestões que têm passado ,deixando um rastro de negligência, incompetência e impunidade. A Rua do Hospício, onde fica o Teatro do Parque,é o retrato do descaso dos nossos políticos com o nosso patrimônio, nossas ruas,nossas pontes.O centro do Recife é fétido,é vergonhoso.
E o Recentro até agora nada de concreto fez para “redução de danos”,termos que gostam tanto de usar.