Procon Recife adverte: Cobrança de consumação mínima na praia é “ilegal”

Compartilhe nas redes sociais…

“Hoje eu tenho um desafio para o #OxeRecife. Descobrir desde quando se paga consumo mínimo para sentar nas sombrinhas da praia”. A mensagem é de uma  leitora aqui do Blog e ex-colega dos tempos  do antigo curso ginasial do Vera Cruz, Célia Maria Correia.   Ela foi com a família à Zona Sul e tentou se acomodar em cadeira na areia,  nas imediações da esquina da  Rua Pereira da Costa com a Avenida Boa Viagem, à altura da  praia do Pina.

“Quando ia ocupar uma sombrinha com cadeirinhas, fui surpreendida que a ocupação habitual  teria que ser remunerada, agora, em R$ 50 por guarda-sol”, afirma. E reclama: “Vi uma família desistir, mas vi também várias sombrinhas ocupadas”. E lamenta a “elitização” de um espaço onde se praticava o lazer mais barato da cidade. Com o verão, o abuso tende a aumentar.

“Enfim, conseguiram privatizar o maior espaço público e democrático que tínhamos para nos divertir”. Não é a primeira vez que isso acontece. Em uma das últimas vezes que fui à praia de Boa Viagem, pelo menos três barraqueiros cobraram consumação mínima para uso das cadeiras, e fiquei no de sempre que já me conhece e só cobra o que se consome. Fui em um, saí perguntando aos demais, só por curiosidade. Também já passei pelo mesmo perrengue em Porto de Galinhas, onde ao ser confundida por  confundida com turista.

Ambulantes só podem ocupar uma faixa da areia na praia que é determinada pela Prefeitura. Ainda bem

No Recife, já teve gente pedindo até R$ 70, pensando que eu era de fora. “Não sou turista, e não vou ser explorada”, resmunguei. E fui procurar outro lugar para “pousar”. O #OxeRecife consultou o órgão oficial de defesa do consumidor do Recife, que informou que a exigência dos barraqueiros é irregular. Veja o que diz o órgão:

“O Procon Recife informa que a exigência de consumação mínima para utilização de mesas em áreas de praia configura prática ilegal, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. Essa cobrança caracteriza venda casada e vantagem excessiva, condutas vedadas pelo artigo 39 do código. Os consumidores que se sentirem lesados por essa prática podem registrar denúncias e reclamações no Procon Recife pelo site procon.recife.pe.gov.br; na sede do órgão, na Rua do Imperador Pedro II, 491, no bairro de Santo Antônio; ou pelo e-mail fiscalizacaoproconrecife@recife.pe.gov.br. As denúncias recebidas são encaminhadas à equipe de fiscalização, que avaliam a aplicação de multas e outras providências, de acordo com a situação.

Que bom que o Procon Recife reconhece o abuso. Mas talvez este não fosse tão frequente se a fiscalização estivesse mais presente  na areia da praia. E, dependendo da cara do banhista, se nativo ou forasteiro, tem até quem cobre R$ 50 por cadeira. Tal preço  significa que uma família de cinco membros, por exemplo, teria que gastar  R$ 250 na praia de “consumação mínima”. Por via das dúvidas, levo sempre minha cadeirinha desde os tempos de pandemia, como fiz neste domingo, 19.

Primeiro, por ser mais higiênico. Segundo, porque posso colocá-la onde quiser, até junto ao mar e ficar com os pés na água, o que não é permitido às exploradas por barraqueiros que têm que fincar cadeiras e sombrinhas em espaço delimitado pela Prefeitura. Ainda bem, se não a praia ficaria uma “zona” pior ainda do que já é, talvez com preços ainda mais exorbitantes. Quanto mais perto do mar, mais caro… Seria assim. Como levo a minha, coloco onde quero, sem pagar nada. E volto para casa feliz da vida, com a bênção do sol. Nos links abaixo, mais informações sobre relações de consumo

Leia também
Procon-PE alerta: variação de preços chega a 547 por cento no varejo
Dia dos Pais: Procon alerta para diferença de preços de até 549 por cento
Procon realiza mutirão para negociar débitos
Atenção na hora das compras nos supermercados: Preços variam mais de 150 por cento
Agora é oficial: BigBompreço de Casa Forte fecha as portas em19 de março
Pernambucanos estão mais envidados do que os brasileiros
Assalto famélico no Pão de Açúcar leva Procon a notificar empresa por falta de segurança
Grandes indústrias burlam consumidor no peso dos alimentos, cobrando mais por menos
Direito do consumidor ganha reforço com acordo entre Procon e TJPE
Dia dos pais: Copa do mundo, festivais e diferenças de 400 por cento nos preços do comércio
Compaz ganha unidade do Procon
Páscoa: Disparate de preços é grande
Ovo de Páscoa não deu para quem quis
Covid-19, supermercado e preços loucos
Os doidos preços do coco verde
Big Bompreço: big festa e big inferno
Cuidado: Os preços endoidaram
Procon: Testes de Covid-19 com menor variação de preços
Os loucos preços da Páscoa
Big Bompreço: Big festa e big inferno
Oportunidade para negociar débitos
Pomadas modeladoras de cabelo: Quando a vaidade vira um problema série de consumo e saúde

Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

Continue lendo

Recife Pé na Areia: Festival movimenta o turismo, mas… e a sujeira na praia?

A nova face do verão: Preços exorbitantes, violência e falta de noção

Virada Recife 2026: “mar” de gente na Orla da Zona Sul. E o “mar” de lixo?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.