Assalto famélico no Pão de Açúcar leva Procon a notificar empresa por falta de segurança

 Assalto famélico no Pão de Açúcar leva Procon a notificar empresa por falta de segurança

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Com o aumento da fome e da miséria, é cada dia maior a quantidade de abordagens com que os consumidores se defrontam na entrada de padarias, supermercados, açougues. Até mesmo no interior dos estabelecimentos, principalmente na fila do caixa, aparecem adultos jovens solicitando que lhes comprem alimentos e artigos de uso pessoal: leite em pó, pão, mortadela, biscoitos, carnes, até fraldas descartáveis.

É muito comum, também, que eles recebam doações. Em alguns casos, no entanto, os gerentes alertam que alguns pedem alimentos não para matar a fome, mas para trocar por drogas. Para o cidadão, no entanto, fica difícil distinguir se o pedido é famélico mesmo ou para alimentar algum vício. Provavelmente era fome o que uma mulher tinha, hoje, ao roubar panetone e sachês de leite Ninho, cuja unidade chega a R$ 40 em alguns supermercados. O problema é que ela estava armada com uma faca e ameaçou os funcionários da empresa. Foi na loja Pão de Açúcar, no bairro do Parnamirim.

Por esse motivo, o Procon/PE notificou o supermercado, “por falta de segurança aos clientes durante um fato ocorrido no local”. De acordo como o Procon, “uma mulher armada com uma faca entrou na loja, ameaçou funcionários e clientes e pegou mercadorias nas prateleiras”. As imagens estão circulando nas redes sociais. Segundo o Secretário de justiça e Direitos Humanos, Cloves Benevides,  “a notificação tem como base o Código de Defesa do Consumidor que objetiva garantir o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança.

O órgão de defesa do consumidor deu um prazo de 20 dias para que o estabelecimento esclareça o fato e as medidas a serem tomadas a fim de que a situação não se repita, e continue colocando em risco a segurança dos clientes. Os esclarecimentos serão analisados em processo administrativo e a empresa pode sofrer penalidade de advertência ou de multa, que varia de R$ 1.050,00 a  R$ 10 milhões de reais.  Pelo menos, uma coisa boa. Ninguém ficou ferido. Nem a mulher, que parecia muito segura de sua ação, afirmando que não “tenho medo de morrer”, nem os consumidores. E, sinceramente, é melhor que ela tenha se evadido do que acontecer cenas como as que a gente já viu na crônica policial, com suspeitos mortos por seguranças de estabelecimentos comerciais. Para roubar comida, só comida, a mulher devia mesmo, era estar com fome, como acontece com mais de 30 milhões de brasileiros. E a fome é uma péssima conselheira.

Até o fechamento desse post, o Pão de Açúcar ainda não se pronunciara sobre o assunto. Veja o vídeo que circula nas redes sociais

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos e vídeo: Procon e redes sociais

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