Finalmente uma boa notícia para o bairro de Santo Antônio, sem que o território público seja “privatizado”, como está acontecendo com o Distrito Guararapes, que fica naquela região central do Recife. A Prefeitura acaba de lançar licitação para executar obras de requalificação do entorno e restauro da fachada do Conjunto Histórico do Carmo, formado pelo Basílica e Convento de Nossa Senhora do Carmo, ambos na Avenida Dantas Barreto, uma das mais degradadas e visualmente poluídas da capital pernambucana.
A Basílica é tida como obra prima do estilo rococó, e foi construída entre os séculos 17 (1687) e 18 (1720, quando foi concluída). A intervenção receberá investimentos em torno de R$ 5,8 milhões, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). As ações serão conduzidas pela Autarquia de Urbanização do Recife (URB), “com o objetivo de valorizar o patrimônio histórico do Centro, fortalecer o turismo e estimular a economia local”. Segundo a Prefeitura, o projeto inclui obras no entorno, que beneficiarão a Avenida Dantas Barreto, que terá passagem elevada e alargamento do passeio em algumas esquinas, no trecho entre a Rua de São Pedro e a Avenida Nossa Senhora do Carmo.

Além do Pátio do Carmo, estariam incluídos na requalificação: Rua João Souto Maior, Rua Frei Caneca; e Cambôa do Carmo, todas necessitando de intervenção e uma limpeza na poluição visual. Nessas vias, serão implantadas melhorias na drenagem, pavimentação, iluminação e sinalização; acessibilidade universal; mobiliário urbano com bancos, postes, lixeiras e floreiras; e novas redes de energia, telefonia e dados.
“A intervenção vai reforçar a integração do Conjunto do Carmo com outros monumentos situados no bairro, como o Pátio de São Pedro, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares e a Igreja e Convento de Santo Antônio”, destaca o presidente da URB, Luís Henrique Lira. Parece que as autoridades também estão de olho nos atentados estéticos, tão comuns naquela área.
A requalificação contemplará também intervenções no espaço público, com a eliminação de obstáculos e “interferências físicas e visuais”, para estimular a circulação das pessoas e a contemplação dos monumentos. Já o restauro da fachada tem caráter preventivo, para preservar o patrimônio histórico e evitar os riscos provocados pela queda de pedaços de reboco, ornamentos e outros materiais. “O restauro da fachada não é apenas uma reforma, mas uma ação de manutenção da memória, salvaguarda da vida e valorização da arte, que vai proteger um bem de valor inestimável para a história e a identidade do Recife”, destaca Lira.
No links abaixo, mais informações sobre o Pátio do Carmo e sobre o entorno do conjunto religioso que passará por restauro.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Hélia Scheppa/ Divulgação / PCR

Letícia, alguém pode me responder se depois desse Restauro as ruas e Igrejas Seculares do entorno de Santo Antônio e São José vão ser vendidos pelos “Milionários Mascates Digitais da Dinastia” aos Empresários ? Sugiro que a Câmara Municipal mudem a Nomeclatura de quem Administra a Cidade do Recife de “Prefeito para Síndico” já que tudo tá sendo vendido e o Cidadão só vai pagar Imposto e não tem a quem reclamar pois a Cidade não lhes pertence.