Parem de derrubar árvores (62)

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Estava caminhando pela Avenida Norte, próximo ao bairro da Macaxeira, e me defrontei com mais um cadáver de árvore, como é comum observar-se nas ruas do Recife. Este fica no canteiro central da agora chamada Avenida Miguel Arraes de Alencar. Ninguém soube informar se tombou ou se foi guilhotinada.

O corte, no caule da palmeira, no entanto, está bem certinho, dando a impressão que a motosserra insana passou por aqui. E passou para valer. Aquela via é uma das poucas da Zona Norte com canteiro central, mas só em um pequeno trecho, entre o bairro da Macaxeira e Sítio Grande. Na parte restante, as duas faixas são separadas ora por um canal fétido, ora por gelos baianos descomunais. Os gelos baianos constituem outro elemento brutal da paisagem do Recife.

Minha amiga Ana Nogueira enviou esse flagrante na loja do Bompreço, nos Aflitos. Costume das ruas na área  privada.

O costume oficial  de degola de árvores das ruas do Recife parece que está contaminando a iniciativa privada. Esta semana, minha amiga Ana Nogueira enviou, revoltada – claro – fotos do estacionamento do Bompreço dos Aflitos, mostrando degola, também, na área particular. Vez por outra, as redes sociais denunciam tais práticas.

Para construir um prédio, um estacionamento, uma loja. No Walmart de Casa Forte, que pertence à mesma rede, houve uma poda tão radical, que as árvores que ficam junto ao gradeado praticamente não possuem mais folhas. Infelizmente, essa mania de assassinar as árvores está virando um pandemônio no Recife, tanto na área oficial quanto na privada. O resultado do arboricídio, a gente começa a sentir. Já, já. Parem de derrubar árvores.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Letícia Lins e Ana Nogueira / Cortesia

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