A degola com a motosserra insana parece ter sido antiga. Provavelmente porque a árvore estivesse em risco, atacada por cupins. Pela cor do caule, a “erradicação” – termo técnico usado pela Emlurb para o arboricídio – não é recente. E, portanto, o tempo já foi mais do que suficiente para que a árvore eliminada fosse substituída por uma outra.
O “tamborete” fica no Parque Treze de Maio, Bairro da Boa Vista, que vem a ser a maior e uma das últimas áreas verdes do Centro Recife. O flagrante foi feito no último sábado, durante um passeio com o Grupo MeninXs na Rua, para conhecer as esculturas deixadas por Abelardo da Hora (1924-2014) em ruas, parques e jardins do Recife.
Observem só os canteiros do Parque Treze de Maio, onde fica um dos laguinhos, nos quais nadam patos e gansos, na maior harmonia. Dá para perceber que, tanto do nosso quanto do lado oposto, a grama dos canteiros se foi há muito tempo. O que é uma cena – infelizmente – muito comum nos jardins públicos do Recife. Situações como esta contribuem para aumentar ainda mais a aridez que vem se formando pelo avanço da selva de concreto. Não é à toa que os Amantes do Recife estão fazendo mobilização nas redes sociais contra o abandono de nossas praças.
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Texto e foto: Letícia Lins/ #OxeRecife
