New Orleans e Recife: encontro de jazz, frevo e outros ritmos, sexta e sábado

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Jazz e frevo. O primeiro surgiu em New Orleans, onde virou uma espécie de identidade da cidade americana. O segundo é a impressão digital do Recife, a capital pernambucana. Ambos surgiram no século 19. O Jazz pipocou não só nos Estados Unidos, espalhou-se por todos os continentes. Do frevo, dizia Capiba que “se fosse americano, dominava o mundo”. Pois no final de semana, os dois ritmos de origem popular vão se encontrar no Recife. Não só eles, a gastronomia, também.  É que entre a sexta-feira (3/10) e sábado (4/10) acontece o Mardi Gras no Recife.

Lembrete: New Orleans é uma cidade da Louisiana, que fica às margens do Rio Mississippi. O Recife, capital de Pernambuco, é cortado por um rio icônico, o Capibaribe, um dos mais cantados em verso e prosa no país.  Já  Mardi Gras é uma festa de rua que acontece no final do inverno, em New Orleans, com espírito carnavalesco. No Recife, o carnaval é sua festa mais popular. No final de semana, tudo se mistura no bairro histórico do Recife, a parte antiga da cidade, que vai viver um grande carnaval.  Não só isso. Chefs americanos trarão para o Recife Antigo a cozinha e os drinks de New Orleans.

Capiba dizia que se o frevo fosse americano dominava o mundo. Na sexta e no sábado, frevo e jazz no Recife

A festona de rua começa às 17h da sexta, 3/9. A partir desse horário, encontram-se ou alternam-se na Rua do Bom Jesus: Vassourinhas, Urso de Bairro Novo (aquele urso gigante, de Ribeirão), Maracatu Pavão Misterioso (Aliança), Sambadeiras, Bloco Lírico Cordas e Retalhos, Papangus (de Bezerros). E claro, orquestras executando o jazz.

No sábado, a partir das 16h, o forró do Boi da Macuca se encontra com o frevo do Galo da Madrugada, na Rua do Bom Jesus. Enquanto às 19h, na Rua da Guia, tem apresentações de jazz (Chacon e King of Jazz). Na verdade, aquela região ali (Praça do Arsenal, Bom Jesus Rua da Guia) está em festa constante, com sons da terra sempre no ar, o frevo, o maracatu, o forró.  O seja, o Recife com seus ritmos, tal qual New Orleans com os dela. Importante é não deixá-los morrer. Uma vez, passando em frente ao Paço do Frevo, vi essa cena da foto abaixo. Em pensei que estava em New Orleans. Mas era o Recife mesmo, na Hora do Frevo, no Paço, em frente à Praça do Arsenal.

Em frente ao Paço do Frevo e junto à Praça do Arsenal, às vezes, o Recife lembra New Orleans: metais e musicalidade

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: André Nery (PCR) e Letícia Lins (ambas Acervo / #OxeRecife)

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