Invasão dos Estados Unidos à Venezuela: Alguém já viu esse filme antes?

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Acordei triste hoje. Penso que todos acordamos, diante da falta de paz no Planeta. Não que eu tenha simpatia por ditador e político que frauda as eleições para permanecer no poder, como é o caso de Nicolás Maduro. Mas triste pelo povo da Venezuela, que vinha sofrendo os efeitos da crise política e econômica no seu país e que, pelo andar da carruagem, provavelmente enfrentará uma crise humanitária, a exemplo do que a gente observa em conflitos como os do Oriente Médio e da Ucrânia.

Nas esquinas da cidade onde moro, o Recife, o que mais a gente vê são migrantes venezuelanos – famílias inteiras – mendigando, cena que deve se repetir em todo o país, principalmente no Norte e no Nordeste. Com a beligerância disparada pelos Estados Unidos, esse movimento migratório  e essa miséria provavelmente vão se agravar.  Quem quer ficar em um país onde não se sabe o que vai acontecer? Nem sequer se sua casa vai ficar de pé? As cenas na Ucrânia e na Palestina estão aí, todos os dias nas TVs, repletas de “escombros” (incluindo os humanos). E o temor é que se repitam, aqui tão pertinho de nós, porque todo mundo sabe que um conflito puxa outro, e o  potencial e destruição provocada pelas armas.

Ameaças de Trump à nossa soberania inspira boneca gigante no Recife. Ataques e temor  na Venezuela

O povo venezuelano já vinha sofrendo muito e não merece sofrer mais com interferências indevidas e, muito menos a ataques a sua soberania, por mais capenga que esta fosse.  Temos, portanto, uma tragédia anunciada, desde que Trump começou a atacar barcos venezuelanos, alegando combate ao narcotráfico, mas na verdade, de olho no petróleo venezuelano. Esse filme, a gente já viu antes. Lembram da Invasão do Iraque, sob alegação da necessidade de destruir armas que estariam sendo produzidas em massa para liquidar o Ocidente? Pois bem, até hoje, essas armas… alguém sabe, alguém viu?

Agora, a alegação é o narcotráfico cujas provas o governo americano ainda não apresentou ao mundo, embora mais de 110 pessoas tenham morrido, em embarcações em águas internacionais, após ataques disparados por americanos. Ou seja, “julgamentos” sumários, sem tribunais. Sinceramente, se Trump se mostra como um “negociador” da paz no conflito Rússia / Ucrânia, que moral tem ele para negociar um acordo, se está impondo ao povo venezuelano o mesmo desespero e o calvário impostos por Putin ao invadir o país de Zelensky? Calcula-se que o conflito na Ucrânia tenha gerado 5 milhões de refugiados e mais de cem mil vidas perdidas.

À tarde, Trump deu entrevista sobre “a ação bem sucedida” e disse que fará o mesmo com qualquer pessoa “inimiga dos Estados Unidos”. O Presidente americano informou que seu país está preparado para um “segundo ataque”, se for necessário. E reclamou porque nenhum Presidente anterior a ele tentou retomar as empresas americanas de petróleo sediadas na Venezuela e que foram expropriadas pelo governo venezuelano.

Foto de Nicolás Maduro, prisioneiro, a caminho dos Estados Unidos foi distribuída pelo governo dos Estados Unidos

O que vai acontecer com a população da Venezuela, ainda não sabemos. Mas é fácil prever.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Letícia Lins / #OxeRecife e reprodução de bandeira da Venezuela/Internet

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