Festa do Carmo: História, tradição, fé e arquitetura religiosa

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A festa é antiga. Pois o início da devoção a Nossa Senhora do Carmo no Brasil data do século 16, com a chegada dos carmelitas a Olinda e a construção do Convento na cidade histórica, em 1584. Em 1663, os carmelitas se estabeleceram no Recife, na área do antigo Palácio da Boa Vista, que pertenceu ao conde Maurício de Nassau. No local começaram a erguer a Igreja e o Convento a partir de 1665. A Igreja ficou pronta após 100 anos, em 1767, com expressões do barroco português do século 18.  O conjunto religioso fica no bairro de Santo Antônio.

A fachada é ornada com arabescos e uma torre de 50 metros, além de imagens em pedra da Virgem do Carmo e dos santos Elias e Eliseu, iniciadores dos carmelitas.O Templo em seu interior possui nove altares, oito em cada lado e um altar central, a capela-mor, com a imagem centenária de Nossa Senhora do Carmo, além de São Elias e São Eliseu. O patrimônio cultural/artístico/religioso pode ser observado também nas paredes, trabalhadas no dourado pleno, na mistura entre o dourado e branco e também no policromado, e no piso da Basílica, com os azulejos portugueses, exemplares dos primeiros ladrilhos cimentícios (também chamados de hidráulicos).

No teto, pode ser observado um forro em madeira com a imagem de São Elias, patrono da Ordem Carmelita, sendo levado ao céu por uma carruagem de fogo. A Igreja foi elevada à condição de Basílica no ano de 1922 no pontificado do Papa Bento XV. E em 1938 foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Nessa terça (6/7), teve início a 325ª Festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife e Rainha de Pernambuco. Na verdade, as comemorações começaram na semana passada, com a pré-festa.  De hoje a 16 de julho – dia consagrado à Nossa Senhora do Carmo – serão celebradas cem missas em homenagem à Santa. Elas começaram às 7h de hoje. As 100 Santas Missas vão ocorrer a cada hora a partir desta terça-feira (6) e seguem até o dia 14 de julho, das 7h às 16h. Já no dia 15 de julho, as celebrações têm início uma hora antes, das 6h às 16h, e no dia dedicado a Nossa Senhora do Carmo, 16 de julho, com início às 4h seguindo até às 18h.

Elas acontecem em três locais: na Basílica do Carmo, no claustro do Convento e na Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Todos os espaços estão localizados dentro do complexo dos carmelitas, na área central do Recife. E, para quem não conhece o  conjunto histórico, as missas são uma boa oportunidade para observar a riqueza da nossa arquitetura religiosa. Os devotos vão ter acesso a esses três locais pela porta lateral da Basílica e vão ser direcionados pelos seguranças para os locais da celebração, atendendo a capacidade de até 30 por cento do público, conforme decreto estadual e orientação da Arquidiocese de Olinda e Recife. Todos os fiéis vão passar em frente ao altar central que acolhe a imagem centenária de Nossa Senhora do Carmo. A Arquidiocese de Olinda e Recife informa que todos os protocolos de segurança sanitária estão sendo adotados.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Letícia Lins e  Festa de Nossa Senhora do Carmo (#Acervo #OxeRecife)

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