Cícero Belmar a caminho da Academia

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Jornalista e escritor dos bons, meu amigo Cícero Belmar é candidato à vaga da cadeira 33, da Academia Pernambucana de Letras. Não sou imortal, mas se o fosse, votaria nele. “Nunca me imaginei na APL, mas aí fui convencido a disputar, porque entendi que a Academia está se renovando”, diz ele, que poderá ocupar a vaga da poetisa Lucila Nogueira, sua grande amiga, falecida em dezembro. Cícero lembra que a gestão de Margarida Cantarelli tem sido muito nesse sentido de renovação. “A de Fátima Quintas, que a antecedeu, também foi bem moderna”, afirma. É verdade. Ambas trabalharam muito pela instituição, e a aproximaram da população.

Cícero Belmar é escritor e jornalista. É autor de romances, contos, biografias, peças de teatro. Como jornalista já trabalhou em diversos veículos de comunicação de Pernambuco. Como escritor, começou pelos livros infantis. Escreveu: Os vaga-lumes, O Pintinho Bailarino, A Floresta Encantada, O Presente de Júlia e Sem pé nem cabeça. Também escreveu para o teatro infantil e de jovens: Para o teatro, escreveu A Floresta Encantada, Coração de Mel, Meu Reino por um Drama, Eu Não Quero ser GregorSamsa, Os vaga-lumes e A Flor e o Sol. Essa última foi premiada pela Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), quando montada pela primeira vez em 1999. As peças Eu Não Quero ser GregorSamsa, Os vaga-lumes ainda são inéditas.

Ganhou duas vezes o Prêmio Literário Lucilo Varejão, da Fundação de Cultura da Prefeitura do Recife, nos anos de 2000 e 2005, pelos romances Umbilina e Sua Grande Rival e Rossellini Amou a Pensão de Dona Bombom. Esse último também recebeu o Prêmio de Ficção da Academia Pernambucana de Letras em 2005. Entre os livros de biografia, escreveu Pola, que conta a trajetória de Póla Berenstein, judia que sobreviveu ao holocausto nazista da Segunda Guerra e veio morar no Recife; e O Homem que Arrastou Rochedo – Fernando Figueira, um relato da vida, as dificuldades e vitórias, de um dos maiores pediatras brasileiros do século 20. E Acabou-se o que era doce, relato da vida do médico Gentil Porto durante a ditadura militar de 1964. Os livros de contos são Tudo na Primeira Pessoa e Esses livros não me iludem mais. Ou seja, currículo, para ninguém botar defeito. Boa sorte, Cícero.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife

Foto: Divulgação / Chico Bezerra 

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Um comentário

  1. Letícia, amiga querida. Só hoje pude ver a matéria. Estou em Bodocó e só agora tive como acessar oseu blog. Muito obrigado pelo carinho, pelo seu apoio! Belmar

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