Cepe: Fotógrafas e escritoras ganham homenagem em calendário e agenda

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Neste ano, a mais dinâmica editora de Pernambuco – a Cepe – resolveu fazer uma homenagem dupla a elas, com o “Calendário 2025 Mulheres da Fotografia Pernambucana” e a “Pernambuco – Agenda de Literatura, do Livro e da Leitura”, que acabam de ser lançados (a agenda em sua primeira edição). E já estão disponíveis para venda.

O Calendário, iniciativa tradicionalmente adotada pela Cepe, vem com trabalhos e pequenas biografias de  doze fotógrafas que exercem seu ofício no Recife. Há alguns calendários da Cepe que são memoráveis e dos quais ninguém esquece um sobre o educador Paulo Freire (1921-1997), outro sobre Samico (1928-2013). Já a Agenda vai mais longe: traz, para cada dia do ano, uma sugestão de leitura de livros feitos por mulheres. Ou seja, um total de 365 obras, que contemplam livros feitos por escritoras, entre os mais variados gêneros e gerações.

Tereza Maia (superior) e Roberta Guimarães (central) mostram catolicismo na África e herança afro no Brasil

“O critério de escolha foi apenas a qualidade literária”, afirma o jornalista e superintendente de Periódicos e Projetos Especiais da Cepe, Mário Hélio Gomes de Lima, ao apresentar a  “Pernambuco – agenda da literatura, do livro e da leitura”.  E a novidade acima citada, uma obra para cada dia do ano, serve como uma bússola para quem gosta de ler. “O número de livros escolhidos é uma gota d’água, há muitas autoras do Recife, de Pernambuco, do Brasil e do mundo que merecem ser lidas e divulgadas”, diz Mário Hélio, responsável pela pesquisa, tradução e seleção dos volumes.

Além do título, da imagem da capa e de um pequeno trecho de uma obra referencial de cada uma delas, a agenda traz ilustrações de rostos de mais de 180 escritoras (capa e páginas internas), criadas pelo designer multimídia dos periódicos da Cepe, Greg Vieira. E ainda cartuns da caricaturista e cartunista Liz França, que remetem às leitoras e marcam o início de cada mês na agenda 2025. Entre as 365 autoras selecionadas, estão: Virginia Woolf, Angela Davis, Andrea Nunes, Simone de Beauvoir, Florbela Espanca, Lily Graham, Isabel Allende (mundo). Do Brasil, marcam presença, entre outras autoras, Clarice Lispector, Nélida Piñon, Martha Medeiros, Ana Maria Machado, Lygia Fagundes Telles, Heloísa Buarque de Holanda. Entre as escritoras brasileiras selecionadas, 22, possuem livros editados pela Cepe, todos em catálogo. São elas: Luzilá Gonçalves Ferreira, Isabel Lucas, Andrea Nunes, Marileide Alves, Eneide Maria de Souza, Vanessa Molnar, Jussara Salazar, Cida Pedrosa, Zulmira Alves Correia, Celina de Holanda, Mônica Silveira.

E ainda: Renata Penzani, Carolina e Elvira Vigna (na verdade, mãe e filha, que juntas escreveram um mesmo livro). E ainda: Viviane Ferreira Santiago, Fátima Quintas, Lindevania Martins, Lilian Sais, Tereza Tenório, Sheila Borges, Sônia Carneiro Leão, Clarissa Figueiredo. Diz Mário Hélio sobre as escribas:

 “Por muito tempo, as mulheres foram proibidas de aprender a ler e a escrever, impedidas de exercer livremente a literatura e de mostrar sua capacidade intelectual. No entanto, o primeiro ser humano a escrever uma obra de arte literária é uma mulher, quem começou a literatura foi uma mulher, de nome Enheduanna, uma poetisa que viveu 23 séculos antes de Cristo, e isso não é pouca coisa.”   

A agenda pode ser encontrada nas livrarias físicas e virtual da Editora por R$ 50, na venda avulsa. Novos assinantes da Pernambuco e da modalidade sócio de cultura (Pernambuco e revista Continente Multicultural) receberão a agenda de brinde.   Já o calendário custa R$ 30 com trabalhos de Alcione Ferreira, Rhaiza Oliveira, Priscila Buhr, Alexandra Dias, Brenda Alcântara, Tereza Maia, Thaísa Figueiredo, Aline Mariz, Juana Carvalho, Helia Scheppa, Mariana Oliveira, Roberta Guimarães e Renata Pires Sola. Cada fotógrafa ganha uma pequena biografia.

As fotos escolhidas mostram cenas da nossa religiosidade (católica e afro), da nossa cultura carnavalesca, do artesanato, de vidas em família, entre outros. No primeiro caso, destaque para a foto de Tereza Maia, que poderia muito bem ter sido feita no Recife. Mas “Fé” foi feita em Luanda (Angola), onde Diolinda reza o terço mariano na Hora da Graça. Ou seja, uma cena católica na África. Também chama atenção Roberta Guimarães, com a religiosidade dos terreiros. Ou seja, um pedaço da África no Brasil. Roberta é autora do livro “O sagrado, a pessoa e o orixá”. ” 

Abaixo, mais informações sobre calendários e agendas.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Tereza Maia, Roberta Guimarães e Divulgação / Cepe

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