É cada vez maior o número de pessoas que se juntam em grupos, para caminhar pelas ruas do Recife. E também para fazer trilhas no interior, ou mesmo pelas matas da Região Metropolitana, com direito a banhos de riachos cristalinos, coisa que a gente pensa em não mais encontrar no Grande Recife, de tantos rios poluídos. E também de tantos canais que, no passado, foram riachos mas que atualmente correm com a função de esgotos a céu aberto.
Há grupos que caminham pelo hábito e pelo prazer de caminhar. Outros, para forçar as pessoas a criarem o hábito de andar. Há, também, aqueles que organizam passeios temáticos gratuitos, que terminam rendendo muitas informações sobre nossa história, sobre a arquitetura dos nossos edifícios, sobre a origem de nossas pontes. Sobre os estilos do casario da nossa cidade. Cada qual com o seu foco. Alguns não pedem nada em troca. Outros, um quilo de alimentos não perecíveis, que são doados a instituições filantrópicas.

Há, também, aqueles que fazem trilhas fora da Região Metropolitana, que cobram taxas para essas viagens, claro, já que exigem aluguel de ônibus, de vans. Há passeios para locais como Piranhas (Alagoas); Vale do Catimbau, cachoeiras de São Benedito do Sul ou de Bonito (Pernambuco). Entre os grupos que fazem passeios fora do Recife encontram-se, por exemplo, o EcoVerdejante e o Andarapé, que este ano levará um grupo ao Jalapão, no Estado de Tocantins. Já entre os que que costumam andar entre o Recife e Olinda, encontram-se Caminhadas Domingueiras (o mais antigo), MeninXs na Rua, Caminhadas Pilateiras, Projeto Olha! Recife (o único oficial). E, mais recentemente, o Caminhadas Culturais, o mais ativo de todos eles.
Esse grupo, que se comunica principalmente pelo WhatsApp, é o mais dinâmico de todos, pois seus integrantes trocam informações freneticamente sobre a história do Recife e até de Pernambuco. Por ele circulam fotografias antigas da cidade (bom para a gente saber como ela era), muito conteúdo histórico que tanto pode versar sobre os antigos arcos do Recife quanto sobre as suas famosas sorveterias incluindo, claro, o Gemba. Ou sobre levantes populares – como a Revolução de 1817 – ou personagens nem tão famosos de nossa história, como Ana Paes. Há integrantes, como Denaldo Coelho, que estão sempre repassando preciosas informações, assim como o próprio Stemberg. O último passeio das Caminhadas Culturais, no entanto, contou com uma inovação que os outros grupos ainda não adotaram. Em sua última edição, que aconteceu no domingo (18), todos os integrantes receberam o áudio com descrição de cada monumento visitado. Foram 46 áudios repassados, ricos em informações e resultantes de quase 30 paradas. O coordenador do Grupo, Stemberg Lima, criou, também um Blog e uma página no Facebook. Tudo para democratização do conhecimento. Legal, não é? Breve o #OxeRecife volta ao assunto, com todas os links e indicações.
As saudáveis caminhadas de domingo
Dia de caminhadas no Recife e em Olinda
Andarapé entre o século 16 e o 21
A melhor conexão é com a natureza
Atendendo a pedidos sobre Aparauá
Minha tarde no Olha! Recife
MeninXs na Rua foram pelo rio
MeninXs na Rua com Abelardo da Hora
A rota verde dos MeninXs na Rua
Divertidas “caminhadas sobre as águas”
Caminhada Carnavalesca dos MeninXs
Passeio por 482 anos de história Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Hans Von Manteuffel/ Cortesia/ Caminhadas Culturais

Como membro da Trilha Eco Verdejante, fico grato por mencionar o nosso trabalho, e também pela matéria.
Oi, Anderson. Neste final de semana farei uma trilha no Agreste, por isso não me inscrevi na sua de Aldeia. Ficarei na próxima. Estou acompanhandoo trabalho de vocês. E aqui no #OxeRecife, o meio ambiente tem prioridade absoluta.