Em plena campanha “Sou ponte, não barreira”– em defesa da inclusão – o Ministério Público de Pernambuco bem que poderia organizar uma força tarefa para ver a questão de acessibilidade aqui no Recife, onde é grande a dificuldade não só de pessoas com deficiência, mas de toda a população. Porque as “barreiras” estão em todos os lugares, por inércia ou indiferença do poder público.
Ou seja, acessibilidade zero. No mesmo dia que noticiei a iniciativa do MPPE de ir às ruas para sensibilizar a população a ter atitude inclusiva, começaram a chegar denúncias de relatando situações que não só dificultam a acessibilidade como provocam riscos de acidentes. São obras não concluídas ou mal realizadas por parte dos nossos órgãos públicos ou prestadoras de serviços. Moradora da Boa Vista, Anita Dubeux cobra providências da Prefeitura do Recife quanto à conclusão de obras de requalificação em importantes vias do bairro.
Diz Anita: “Idignação! Há mais de quatro meses que terminou o longo serviço que a Prefeitura fez no asfalto da Avenida Manoel Borba, Rua Dom Bosco e Gonçalves Maia. E até agora não colocaram os acessos obrigatórios às calçadas, por parte de cadeirantes e pessoas portando carrinhos de compra. Um absurdo. Já vi pessoas tendo grande dificuldade para transitar entre calçadas, nas faixas de pedestres, sejam condutores de cadeirantes sejam pessoas portando carrinhos de compras de supermercados ou das feiras orgânicas da Boa Vista. É um imenso transtorno que só se explica pela negligência e descaso da Prefeitura do Recife! O bairro é habitado majoritariamente por idosos, o que torna a situação ainda mais grave”. Também reclama a cineasta Sandra Ribeiro, que mora na Rua da Aurora e transita muito entre Boa Vista e Santo Amaro. Ela reclama que a colocação de um poste próximo ao meio-fio não só destruiu a rampa como não a refez.
A colocação de um poste em calçada simplesmente acabou com a rampa de acessibilidade. Nesse caso, de quem é a responsabilidade? A Prefeitura, a Neonergia ou a Emlurb Diz Sandra.
“A colocação de um poste danificou a rampa de acessibilidade na calçada da Avenida Mário Melo na esquina com a Rua da Aurora. Pessoas com deficiência estão sendo prejudicadas. Não sabemos se o poste é da Neonergia ou de alguma operadora de telefonia”, reclama a cineasta, em mensagem enviada para o #OxeRecife via ZAP. Já outra leitora, a assistente social Sofia Lopes, foi assistir um espetáculo no Teatro do Parque e assustou-se com a situação da calçada da Rua do Hospício,, cujas pedras portuguesas estão soltas, há buracos, tampas de galerias pluviais em desnível. Todos esses problemas impõem riscos a pedestres e impossibilitam a passagem de PCDs, incluindo cadeirantes . Difícil, não é? O Centro do Recife virou mesmo terra de ninguém. O abandono e falta de cuidado são visíveis até mesmo em serviços de “requalificação”. Segundo Sofia, o centro da cidade no bairro virou “um cenário devastador de sujeira, abandono e muita tristeza”.
Nos links abaixo, mais informações sobre acessibilidade e centro do Recife.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Anita Dubeux (Rua Dom Bosco), Sandra Ribeiro (Rua da Aurora/ Av Mário Melo), Sofia Lopes (Rua do Hospício)

De fato, os acessos às calçadas não foram recolocados depois do serviço relatado acima. Um grande transtorno, principalmente para cadeirantes e pessoas idosas. O alerta desse site a respeito do problema abre uma possibilidade de solução, caso a Prefeitura reconheça o erro cometido. Vamos aguardar.
Obrigada ao OxeRecife!
Muito triste a situação do centro! E a impressão que fica é que ninguém é responsável por nada,nem Prefeitura nem Emlurb.
Por que não há fiscalização na execução das obras?
Por que não cobrar que as obras contratadas sejam entregues totalmente concluídas, após acompanhamento e fiscalização, sem entulhos e com sinalização completa.
E o pagamento só deverá ser feito mediante cumprimento rigoroso do contrato.Com transparência, responsabilidade e respeito .
Letícia, bem em frente ao TRE na Av. Rui Barbosa termina a Rua da Amizade, bem nesta esquina tem uma Clínica onde existe uma Praça de Taxi em sua frente, e pasme uma Parada de Ônibus abandonada e que serve de dormitório para sobreviventes do Recife. Naquela esquina vindo da Igreja dos Manguinhos tem um “alagamento sêco”, chovendo ou fazendo sol o local fica inundado de repente. Felizmente um Taxista do local e meu Amigo, o Senhor Barros, para que o pedestre não caia nessa lama que jorra do imponderável do desastre urbano que se tornou o Recife , coloca uma “passarela de tijolos” para nos deslocarmos rumo a Igreja dos Manguinhos e ruas paralelas e continuarmos nos equilibrando em andar pelas calçadas. O Senhor Barros faz também as vezes da Limpeza Urbana do local varrendo as calçadas e o meio fio pensando no ir e vir de pessoas de todas as idades que por alí transitam. O Senhor Barros até colocou uma Lixeira de Saco Plástico pendurada na “Parada Dormitório” para manter a limpeza do local, ele tem uma vassoura no Taxi para estes serviços urbanos de Cidadania Responsável já que os Irresponsáveis fingem governar o Recife. Não somente buracos e desníveis nas calçadas das Graças, temos também as pragas de Bicicletas e Motos dando sustos guiadas nas calçadas de nosso Bairro, e o Cidadão que se vire. Outro dia um desses “musculosos com roupas de grifes” vinha livre, leve e solto na calçada da Avenida Rui Barbosa e quando me encaminhava para entrar em minhas Orações na Igreja dos Manguinhos o “diarreico cerebral bicicleteiro modernoso” quase que acelerou minha ida, voando é claro, ao Altar me ajoelhar aos pés de São Miguel pedindo perdão por morar no Recife. Reclamei que calçada não é para veículos e com violência veio me ensinar que a “Bicicleta é Transporte Ecológico e não é Veículo” e que eu era um “dinossauro”, silenciei e fui para as minhas Orações Matinais, me senti na era do Paleolítico . O Recife e seu caos urbano são frutos dessas criaturas que se acham acima de seu próximo, “governando péssimo” e sendo um “cidadão de última categoria”, por isso a Cidade é um imenso buraco existencial de total falta de Amor ao Recife e ao seu Cidadão !